A datação por carbono confirma os “milhões de anos”?

Por John D. Morris, Ph.D.

DiamanteÉ bem provável que nenhum outro conceito seja tão mal entendido na ciência como a “datação por carbono”. A maioria das pessoas acredita que a datação por carbono confirma que a Terra tem milhões ou milhares de milhões de anos, mas a realidade dos factos é que este tipo de datação não pode ser usado para as rochas e nem para os fósseis, mas pode ser útil em formas de vida que ainda tenham carbono dentro de si (carne, ossos ou madeira). Uma vez que as rochas e os fósseis são compostos unicamente por material inorgânico, eles não podem ser datados segundo este método de datação.

O carbono normalmente ocorre como Carbono-12, mas o radioactivo Carbono-14 pode por vezes ser formado na atmosfera externa à medida que o Nitrogénio-14 sofre bombardeamento de raios cósmicos. O resultante C-14 é instável e entra em decaimento de volta para N-14 com uma meia-vida medida na ordem dos (aproximadamente) 5,730 anos. Consequentemente, o rácio do C-12 estável para o instável N-14, que é conhecido no ambiente aberto actual, altera com o passar do tempo dentro das espécies isoladas.

Consideremos a datação dum pedaço de madeira. Enquanto a árvore estiver viva, ela absorve o carbono proveniente da atmosfera sob a forma de dióxido de carbono – tanto o C-12 como o C-14. Mal a árvore morre, ela pára de absorver novas quantidades de carbono, e o C-14 que se encontre presente entra em decaimento. O rácio da mudança de C-12 para C-14 indica a duração temporal desde que a árvore parou de absorver carbono, isto é, desde o momento em que morreu.

Obviamente que se metade de C-14 decai no espaço de 5,730 anos, e mais outra metade noutros 5,730, depois de 10 meias-vidas (57,300) já não existiria quase nenhum traço de C-14. Logo, ninguém considera usar a datação por carbono para datas com estes intervalos. Teoricamente, esta datação pode ser útil para a arqueologia, mas não para a geologia ou a paleontologia.

Para além disso, as pressuposições sobre as quais assenta esta datação, e as condições que têm que ser satisfeitas, são altamente duvidosas; em práctica, ninguém confia neste método para datas que estão para além dos 3,000 ou 4,000 anos – e mesmo assim, só se ela poder ser confirmada através de outro método histórico.

Entre outras coisas, este método assume que a idade da Terra excede o tempo que demoraria para que a produção do C-14 esteja em equilíbrio com o decaimento do C-14. Uma vez que só seriam precisos 50,000 anos para se atingir o equilíbrio (a partir dum mundo onde inicialmente não existia nenhum C-14), esta pressuposição parecia ser boa. Mas esta crença só durou até que as aferições tivessem começado a revelar desequilíbrios significativos.

As taxas de produção ainda excedem o decaimento em cerca de 30%. Segundo as actuais taxas de produção e acumulção, todo o C-14 actual iria acumular em menos de 30,000 anos! Isto significa que a atmosfera não pode ser mais antiga que isto. Os esforços que visam salvar a datação por carbono são muitos e variados – com curvas de calibração a tentar harmonizar as “datas” de C-14 com as datas históricas – mas previsivelmente estes esforços produzem resultados altamente suspeitos.

Um tipo de pensamento de-regresso-a-Génesis insiste que o Dilúvio que ocorreu nos dias de Noé teria removido uma grande parte do carbono que existia na atmosfera e nos oceanos, especialmente à medida que o calcário (carbonato de cálcio) era precipitado. Mal os processos do Dilúvio terminaram, o C-14 lentamente começou a acumular rumo ao equilíbrio com o C-12 (uma acumulação que ainda não está completa).

Portanto, a datação por carbono não nos diz nada sobre os milhões de anos, e frequentemente exibe falta de precisão com espécimes históricos, negando da forma que nega o grande Dilúvio. Na verdade, o seu desequilíbrio aferido aponta para tal evento catastrófico que ocorreu a não muitos anos atrás.

http://goo.gl/Ma4Y0K

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O Cristão que coloca que em causa a linha temporal Bíblica devido aos mitológicos “milhões de anos”, está a operar sobre uma plataforma que os próprios evolucionistas ateístas sabem não ser fiável. Se os inimigos de Deus não confiam na precisão desses “métodos de datação”, porque é que um Cristão iria duvidar da Palavra de  Deus quando esta diz que o universo foi construído no espaço de seis dias normais?

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O vôo do ganso e a irrelevância da teoria da evolução

Por Evolution News & Views

Subir o Monte Evereste é um dos desafios físicos mais duros para o ser humano. Imagine-se chegar ao topo da montanha e ser recebido por um bando de gansos a voar por cima das nossas cabeças. Se por acaso viram o filme Flight: The Genius of Birds, é provável que se lembrem dos registadores de dados [“data loggers”] que apuraram a migração de Pólo a Polo da andorinha do Mar Ártico.

Cada vez mais os pesquisadores estão a usar estes engenhos nos animais migratórios como forma de descobrir os seus segredos. Uma das experiências mais recentes revelou alguns segredos surpreendentes dos gansos com faixa Asiático.

GansoEstes gansos, mais pesados que 98% das aves, voam duas vezes por ano sobre os Himalaias sob condições que seriam letais para os seres humanos. Esta pesquisa, reportada na Science, foi entusiasticamente recebida pelos repórteres visto que ela envolve um espectacular passeio numa “montanha russa” sobre a mais elevada montanha da Terra. Isso, sim, é um passeio emocionante.

Uma equipa internacional de investigadores liderada por C.M. Bishop (Universidade Bangor – Reino Unido) equipou sete gansos com registadores de dados que documentaram a temperatura, a pressão, a aceleração e a frequência cardíaca das aves à medida que elas voavam durante 391 horas sobre a montanhas. Os investigadores não sabiam bem o que esperar:

 Embora um dos gansos tenha sido directamente registado quando ele se encontrava à 7,290 metros de altura durante alguns breves momentos, nenhuma aferição da performance fisiológica e biomecânica do seu vôo havia alguma vez sido feito na natureza.

Pode-se pensar que as aves voam a estas elevadas alturas como forma de economizar a sua energia, mas isso haveria de as colocar rodeadas de ar excepcionalmente frio e rarefeito, o que iria causar a que os seus músculos se vissem privados de oxigénio. Pode-se pensar também que as aves voam tão alto como forma de minimizar o batimento das asas e, consequentemente, economizar energia.

As aves enganaram os cientistas ao aproveitarem-se da estratégia “montanha-russa” que, embora exija mais batimento de asas, na verdade conserva mais energia. Num curto resumo dos dados presente na Science, Sacha Vignieri explica:

A migração animal disponibiliza numerosos exemplos de proezas espantosas. Espantosa entre estas é a imigração do ganso-de-cabeça-listrada através das Montanhas dos Himalaias, que atinge alturas na ordem dos milhares de metros. Bishop et al. monitorizaram remotamente a frequência cardíaca, os movimentos e a temperatura corporal das aves durante a migração. O ganso “abraçou” as formas geográficas aproveitando-se das formas e dos padrões de vento. Esta estratégia inesperada economiza energia, embora isso signifique que o ganso tenha que, repetidamente, perder e recuperar altitude.

Este “comportamento inteligente” que permite que as aves “conquistem altitudes que o homem nunca poderá atingir sem ser com um avião” é descrito mais ainda por Elisabeth Pennisi na Science:

Para os seres humanos, o vôo transcontinental sem motores a jacto, sem cabines pressurizadas, e sem dezenas de milhares de quilogramas de combustível é algo quase  impensável.  Mas todos os anos, o ganso-de-cabeça-listrada voa da Mongólia para a Índia e de volta para a Mongólia, atravessando as montanhas mais elevadas do mundo munido apenas com as suas asas e pouca gordura corporal extra. Os pesquisadores ficaram a saber agora a forma como estas aves com 3 quilos fazem a sua viagem. Em vez de voarem em altas altitudes durante todo o seu vôo, estes gansos seguem o terreno, aproveitando-se dos ventos ascendentes para recuperar a altitude necessária.

Uma das aves foi medida a descer 1000 metros em apenas 20 minutos, e seguidamente a ascender 2000 metros durante a hora e meia seguinte. Este viagem louca, com as suas subidas gritantes e descidas aceleradas, deve ser tremendamente aventurosa para os gansos. Imaginem fazer com que um deles use um câmara GoPro durante o seu vôo.

Mas isto não é um parque de diversões visto que as aves imigram para sobreviver e para se reproduzirem. Como é que elas respiram estando elas imersas nesse tipo de ar?

Os dados fisiológicos explicam o porquê. Quando elas se encontram a voar em elevadas altitudes, as aves batem as suas asas não só de forma mais rápida, mas também de forma mais profunda (para cima e para baixo) como forma de se manterem no ar. O aumento da frequência do batimento das asas aumenta de modo exponencial a frequência cardíaca – que por vezes chega aos 450 batimentos por minutos – e a energia necessária.

Nas elevações mais baixas, onde o oxigénio é mais abundante, o batimento cardíaco é bem menor – cerca de 300 batimentos por minuto – e a energia necessária é muito menor, o que faz com que as descidas valham a pena. Mesmo quando elas estão a subir, muitas vezes elas não têm que se esforçar tanto como têm que se esforçar para manter o nível de vôo quando estão bem lá em cima. Bishop afirma que aparentemente elas “montam-se” nos ventos desviados do solo como forma de recuperar a elevação perdida

Como resultado, durante toda a sua viagem a média do batimento cardíaco é de 330 batimentos por minuto, revelando que “durante a maior parte do tempo estas enormes aves voaram bem longe da sua capacidade fisiológica máxima, apesar das condições extremamente difíceis”, escreve Bishop.

A BBC disponibilizou fotos das aves no seu habitat natural juntamente com os dados recolhidos da reportagem, e exibiu também um pequeno vídeo dos gansos em acção.  Para além das suas marcas, estes gansos parecem-se com a espécie presente no filme Flight na secção dos músculos de vôo. Ao contrário de muitas aves, os gansos listrados não pairam. Numa medição, alguns gansos listrados foram vistos a bater as asas constantemente durante 17 horas.

Bater as asas é uma actividade energeticamente intensa e, em altitudes elevadas, é ainda mais complicado gerar uma elevação no meio de ar tão fino e de densidade tão baixa.

Bishop diz ainda que, “Os gansos não treinam e nem se aclimatam. Eles poderiam muito bem andar no topo do Monte Evereste e não ter qualquer tipo de problema.” Ele espera também que estudos genéticos possam revelar como é que os gansos-de-cabeça-listrada conseguem fazer isso.

Este é mais um exemplo espectacular da migração animal. Um pouco por todo o mundo, em quase todos os habitats, e em filos totalmente distintos, os animais continuam a surpreender-nos com as suas proezas navigacionais.

Para fazerem o que eles têm que fazer, cada um deles precisa de equipamento para avaliar a sua localização, sistemas sensoriais para identificar marcas geográficas de referência, sistemas propulsores como forma de se movimentarem de forma mais eficaz, e instintos que os façam activar os comportamentos certos. Todos estes sistemas entrelaçados desenvolvem-se a partir de instruções complexas embutidas nos seus genes.

Na série Design of Life, a Illustra Media já revelou a forma como borboletas com o peso duma grama podem migrar milhares de quilómetros do Canadá para o México, e a forma como a andorinhas Árcticas podem voar dum Pólo para o outro. O seu próximo filme, agendado para o Verão de 2015, irá partilhar exemplos dos mares que são, de certa forma, ainda mais espectaculares.

Ganso

http://goo.gl/RuqqjO

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Embora o artigo de Elizabeth Pennisi faça uma leve alusão aos poderes criativos da natureza ao afirmar que “Os animais são extremamente hábeis em encontrar a maneira energeticamente mais eficaz de se movimentar através dos seus respectivos ambientes”, a realidade dos factos é que essa é uma declaração de fé sem qualquer suporte científico. Ou será que teremos que ser levados a acreditar que os animais foram testando (e morrendo durante o processo) as melhores formas de voar sobre altas elevações usando a menor quantidade de energia possível?

Os animais não “encontraram a maneira energeticamente mais eficaz” para a sua migração; eles NASCERAM a saber como é que isso se fazia. Dito de outra forma, uma vez que todo o aparato biológico necessário para a migração do ganso tinha que estar todo pronto e funcional desde o princípio, é por demais óbvio que esta capacidade não é o resultado dum processo gradual, mas sim o efeito dum processo criativo.

Deus é o Autor das capacidades migratórias dos animais e devido a isso, qualquer outra explicação é falha e, consequentemente, cientificamente irrelevante.

“Conheço todas as aves dos montes; e Minhas são todas as feras do campo.”
Salmo 50:11

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A ciência durante a Idade Média

Pergunta: “Porque é que a ciência fez poucos progressos reais durante a Idade Média?”

Resposta por Tim O’Neill (ateu)

Resumo: Esta pergunta baseia-se na crença comum, mas errónea, de que não houve progresso científico durante a Idade Média. Na verdade, há já muito tempo que os contemporâneos historiadores da ciência sabem que isto é um mito, como têm também desenvolvido esforços para demonstrar que, longe de ser uma idade das trevas científica, o período Medieval lançou as bases da ciência moderna.

O Mito da Idade das Trevas Científica

Esta questão baseia-se na concepção comum de que a Idade Média foi uma idade de trevas para a ciência, e que houve “poucos progressos reais” naquilo que chamamos de ciência. Esta é a concepção popular desse período, e é essencialmente a forma como a maior parte das pessoas entende as coisas: nada de mais aconteceu na ciência, ou “filosofia natural”, durante o período Medieval até que o Renascimento alterou tudo e a Revolução Científica aconteceu.

Mas esta ideia já não é mais aceite pelos modernos historiadores da ciência e a parte final da Idade Média é, na verdade, vista como um período onde não só ocorreu a mais profunda investigação científica desde os Gregos antigos, mas também como o período dentro do qual os fundamentos intelectuais da genuínca ciência empírica moderna foram lançados.

A concepção comum da Idade Média como um período cientificamente vazio tem persistido todo este tempo, para além de se encontrar impregnada na mente popular, largamente devido às suas profundas raízes sectárias e culturais, e não porque exista algum tipo de base para ela. Esta concepção é parcialmente baseada no preconceito anti-Católico da tradição Protestante, que olhava para a Idade Média como nada mais que um ignorante período da opressão da Igreja.

Para além disso, esta mesma posição foi promulgada por estudiosos do Iluminismo – tais como Voltaire e Condorcet – que tinham um preconceito contra o Cristianismo dos seus dias, e haviam projectado isto para o passado através dos seus polémicos escritos anti-clericais. Mais para o final do século 19, o “facto” da Igreja ter suprimido a ciência durante a Idade Média era algo inquestionável, embora essa crença nunca tenha sido examinada de forma objectiva e adequada.

Foi um pioneiro historiador da ciência, o físico e matemático Francês chamado Pierre Duhem, que começou a desacreditar esta polemicamente-motivada visão da História. Enquanto pesquisava a história da estática, da mecânica e da física clássicas, Duhem analisou o trabalho dos cientistas da Revolução Científica, tais como Newton, Bernoulli e Galileu. Enquanto lia os seus trabalhos, Duhem ficou surpreso por encontrar algumas referências a estudiosos mais antigos, aqueles que operaram na Idade Média supostamente vazia de conhecimento científico.

Quando ele fez o que nenhum historiador antes dele havia feito, e leu os trabalhos de físicos Medievais tais como Roger Bacon (1214-1294), Jean Buridan (c. 1300- c. 1358),  e Nicholas Oresme (c. 1320-1382), ele foi surpreendido pela sua sofisticação, o que lhe levou  a dar início a um estudo sistemático do florescimento científico Medieval do período que ia do século 12 ao século 15, coisa que havia sido ignorada até essa altura.

O que ele e os contemporâneos historiadores de ciência descobriram foi que os mitos Iluministas da Idade Média como uma sombria idade das trevas científica onde havia uma supressão por parte da mão morta da Igreja não faziam sentido. Duhem era um meticuloso pesquisador histórico e alguém fluente no latim; isto significava que ele conseguia ler obras Medievais que haviam sido ignoradas durante séculos.

E como um dos físicos mais renomados dos seus dias, ele encontrava-se numa posição única para avaliar a sofisticação das obras que ele estava a descobrir, e também para reconhecer que estes estudiosos Medievais haviam, na verdade, descoberto elementos na física e na mecânica que há já muito tempo haviam sido atribuídos a cientistas posteriores tais como Galileu e Newton.

As descobertas de Duhem não foram bem aceites pela elite intelectual anti-clerical dos seus dias, e os seus editores foram pressionados para não publicar o último volume do seu “Systeme de Monde: Histoire des Doctrines cosmologiques de Platon à Copernic”; o establishment da altura não estava confortável com a revogação da ideia da Idade Média como era de trevas para ciência. Em 1916 Duhem morreu com o seu trabalho meticuloso, em grande parte, por publicar, e foram só os esforços com a duração de 30 anos por parte da sua filha Helene que causaram a que o trabalho do seu pai visse a luz do dia e a obra de 10 volumes fosse finalmente publicada em 1959.

Por essa altura Duhem já não estava sozinho ao qualificar de mito sem fundamento a tese de que a Idade Média havia sido uma era vazia de avanços científicos. O historiador de ciência Americano Lynn Thorndike já havia seguido a mesma trilha e chegado às mesmas conclusões – nomeadamente, de que os cientistas da Idade Média haviam sido erradamente ignorados e negligenciados desde o Iluminismo (largamente por motivos políticos e ideológicos). No seu 8º volume “History of Magic and Experimental Science” (1923-1958) também ele descobriu que a ciência durante a Idade Média era vasta, especulativa e altamente sofisticada.

Estes pioneiros dos primórdios da história da ciência foram agora seguidos por uma longa lista de historiadores focados no assunto, e eles têm causado a que este período da história científica se tenha tornado ainda mais claro. Os mais importantes e contemporâneos académicos da área, tais como David Lindberg, Ronald Numbers e Edward Grant, têm revolucionado o nosso entendimento da forma como os cientistas da Idade Média construíram o seu trabalho com base no que herdaram dos Gregos e dos Árabes [*] , e também da forma como eles avançaram ainda mais com o conhecimento e lançaram as bases da ciência moderna, tal como a conhecemos.

O  inovador trabalho de Grant, com o nome de “The Foundations of Modern Science in the Middle Ages”, revela detalhadamente que a Revolução Científica do século 17 simplesmente não poderia ter acontecido se o conhecimento do mundo académico da Europa Ocidental tivesse permanecido idêntico ao que era antes do princípio do século 12, ou se tivesse ficado no nível que tinha na parte final do século 3º . Não só foram necessários os avanços cientificos mas também as alterações intelectuais  da parte final da Idade Média para preparar o caminho para Galileu e Newton.

Longe de ter sido uma idade das trevas, a parte final da Idade Média tornou possível a ciência moderna. Mais recentemente, o livro “God’s Philosophers: How the Medieval World Laid the Foundations of Modern Science” (2009) de James Hannam apresentou uma popularização da erudição moderna (aclamada pela crítica) do assunto, numa tentativa de tentar corrigir vários séculos de preconceito e erro que ainda existem na imaginação popular.

​A Verdadeira Idade das Trevas Científica

Certamente que existiu um período no mundo Ocidental durante o qual a filosofia natural estagnou, enfraqueceu, e onde toda a tradição científica dos Gregos e dos Romanos esteve em risco de se perder. Mais tarde, os estudiosos Helénicos e Romanos herdaram o trabalho dos proto-cientistas Gregos do século 4º e 5º AC. e construíram sobre ele.

Por volta do Primeiro Século AD os estudiosos Romanos tinham a tendência de ler o Grego de forma a poderem ler as obras de Aristóteles e Arquimedes na sua língua original, mas havia também uma crescente tradição de colecções enciclopédicas de sumários de pontos-chave dos trabalhos anteriores provenientes dos Gregos, que tendiam a ser compilados em Latim. Os estudiosos do Primeiro e do Segundo século adicionaram algumas contribuições à ciência, especialmente Ptolomeu (astronomia e matemática)  e Galeno (medicina), mas muitos estudiosos Romanos orientaram-se com sumários e enciclopédias em Latim como forma de entender melhor obras prévias.

No entanto, por volta do Terceiro Século ocorreram enormes agitações sociais e políticas que interromperam a vida Romana, incluindo a vida académica – algo que teve, mais tarde, consequências profundas. O Império entrou no que é hoje chamado de “Anarquia Militar”, onde imperadores rivais ascenderam e caíram em rápida sucessão e o Império foi torturado década após década com guerras civis e opressão política. O Império enfraquecido sofreu invasões por parte dos recém-ressurgentes Persas Sassânidas e também por parte das maiores e mais agressivas federações de bárbaros Germânicos. Cidades que haviam estado em paz há séculos começaram agora a construir muralhas defensivas, recursos que dantes iam para edifícios e obras públicas iam agora para guerras infindáveis, e a dada altura o Império foi dividido em três partes.

Sob a direcção de Diocleciano e dos seus sucessores, foi imposta uma forma de estabilidade através dum tipo de monarquia imperial mais centralizada, para além de terem sido levadas a cabos reformas económicas e uma melhoria do exército e da administração Imperial. Mas apesar destas medidas, partes do Império nunca mais foram totalmente  recuperadas, especialmente no ocidente.

A vida intelectual e a educação, que haviam sido fortemente perturbadas durante o longo século de caos, certamente que não voltaram a ter a sua antiga pujança, e no ocidente, cada vez menos estudiosos eram letrados no Grego. Consequentemente, obras que só estavam disponíveis em Grego, especialmente obras científicas detalhadas, obras filosóficas e obras técnicas, eram lidas e copiadas cada vez menos e, desde logo, começaram a ser ignoradas. A ciência Grego-Romana passou a ser cada vez mais preservada na enciclopédica tradição Latina em vez de ser estudada detalhadamente através das originais obras Gregas.

BarbarosPor volta do Quinto Século, a divisão administrativa entre o Império Ocidental Latino e o Império Oriental Grego não só se tornou permanente, como se tornou também numa divisão política. O Império Ocidental, mais fraco, mais pobre e mais vulnerável, nem chegou a sobreviver o século, com o seu colapso final a ocorrer em 476 AD após mais um século de guerras civis, invasões, e declínio incremental. O que se seguiram foram séculos de invasões, fragmentações e caos, com breves momentos de estabilidade e autoridade centralizada. A frágil tradição intelectual, que já estava em declínio desde o Segundo Século, atingou um novo ponto baixo.

[O Papel da Igreja na Preservação do Conhecimento Greco-Romano]

A instituição que conseguiu impedir que esta frágil tradição [intelectual] morresse por completo durante estes séculos de invasões bárbaras e de desintegração, foi, na verdade, a mesma que o Iluminismo (erradamente) acusa de ter causado o declínio. A Igreja Cristã veio a obter poder político quando o declínio no conhecimento já estava a decorrer no ocidente há mais de um século; consequentemente, ela não o pode ter causado.

Inicialmente, o Cristianismo era ambivalente em relação à filosofia e ao conhecimento Grego, mas proeminentes pensadores Cristãos, que haviam sido treinados na filosofia, conseguiram olhar para isso como algo a ser abraçado. Deus, alegaram eles, era Uma Inteligência Racional e Ele havia criado o universo segundo linhas orientadoras racionais. Fazia sentido, portanto, que os humanos pudessem e devessem usar a razão para entender a Sua criação. Clemente da Alexandria alegou que, da mesma forma que os Judeus haviam recebido o dom divino da Revelação religiosa especial, os Gregos haviam recebido o dom da análise racional. Ambos os dons tinham que ser aceites e usados.

Portanto, quando o Ocidente entrou em colapso, há muito que a Igreja se havia entendido com a filosofia e a ciência dos Gregos, e havia encontrado formas de incorporar e reconciliar ambas dentro da sua religião. E foram os estudiosos Cristãos que viram que o declínio do conhecimento da língua Grega no ocidente significava que muitos dos trabalhos originais dos Gregos se estavam a perder. Tanto Cassiodoro como Boécio tentaram preservar as obras principais traduzindo-as para o Latim.

Boécio foi executado antes de poder completar o seu ambicioso plano de traduzir todas as obras de Aristóteles, mas ele conseguiu traduzir a maior parte das principais obras de lógica – algo que significava que a lógica, e desde logo, a razão, haviam tido um papel central na educação durante o início da Medieval – mesmo durante os mais sombrios séculos de caos. As sementes do renascimento Medieval da ciência foram plantadas com esse acto de sorte.

​O Encapsulamento Medieval da Razão

Um escritor comparou a longa marcha de retorno da catástrofe intelectual do colapso da Império Romano do Ocidente em assuntos relativos ao conhecimento na Europa Ocidental, a um grupo de pessoas a tentar reavivar a ciência moderna após um holocausto nuclear tendo como base nada mais que alguns poucos volumes de Enciclopédia Britânica e uma cópia do livro de Bill Bryson com o título de “A Short History of Nearly Everything”.

Durante os Séculos 8 ou 9, os estudiosos tinham suficientes fragmentos de informação para saberem que eles não tinham quase nada, mas tinham o suficiente para dar início à reconstrução do que havia sido perdido. O que é interessante foi a atitude dos Medievais em relação ao pouco que tinham: eles reverenciaram o que estava nas suas mãos. Estes escritores antigos, na sua maioria pagãos, eram tidos como autoridades omniscientes e o que quer que tivesse sobrevivido foi estudado com uma reverência imensa e analisado de forma incansável.

Isto significava que uma atenção particular foi dada à uma das poucas áreas onde um número razoável de obras havia sobrevivido: a lógica, ou a “dialéctica” tal como ela era conhecida. O conhecimento da lógica era central na educação Medieval, e o estudante tinha que saber isso – através das traduções de Aristóteles e de outras obras por parte de Boécio – antes de poder lidar com outros tópicos. Isto teve o curioso efeito do encapsulamento da razão como a chave de todo o conhecimento – um desenvolvimento que é totalmente distinto da visão popular da Idade Média, e da Igreja Medieval em particular, como estando imóveis sobre dogmas inquestionáveis e superstição irracional.

Igreja_Medieval_Idade_MediaCertamente que havia coisas que os académicos Medievais aceitavam com base na fé mas cada vez eles começaram a sentir mais que poderiam chegar a essas coisas, e a outro tipo de entendimento relativo ao universo, através da razão. De certa forma, a perda de muita da filosofia Grega teve o efeito de focar a atenção nos elementos que haviam sobrevivido, e teve o efeito de encapsular a razão no centro do pensamento Medieval duma forma nunca dantes vista.

Por volta do 11º Século as ondas dos invasores Avaros, Magiares, Sarracenos e Vikings havia começado a receder, e a Europa havia-se recuperado economicamente e se estabilizado politicamente, estando, na verdade, perto dum período de expansão para o exterior. Durante esse tempo, houve uma expansão da alfabetização e do interesse no conhecimento, para além duma apurada realização da perda das obras antigas e do que os estudiosos da altura lamentavam como a “Latinorum penuria” (“a pobreza os Latinos”).

Pode-se saber o quão intelectualmente pobre era o ocidente Latino através duma troca de correio entre dois estudiosos do princípio do Século 11 – Ragimbold de Colónia e Radolf de Liége – em torno de problemas matemáticos que não iriam perturbar um estudante secundário dos dias de hoje. Temos aqui dois homens claramente inteligentes que, durante os seus dias, eram vistos como estudiosos de topo (tendo as suas cartas sido copiadas e amplamente difundidas) a competir entre si para resolver problemas básicos de geometria, mas sendo forçados a fazer isso usando fracções de geometria adquiridas em manuais de agrimensura duma enciclopédia de Século 6º que pouco mais fez que definir os termos. Isto é uma ilustração tanto do quanto que havia sido perdido durante o cataclismo, mas também do quão ansiosas as pessoas estavam por recuperar o conhecimento perdido.

O noção de que o cosmos era racional e poderia ser analisado com base na razão certamente que  foi resistida por alguns conservadores, mas uma nova onda de estudiosos ganhou proeminência, incluindo William de Conches, Honório de Autun, Bernard Silvester, Adelard de Bath, Thierry de Chartres e Clarenbold de Arras. William de Conches escreveu com desdém sobre aqueles que estavam suspeitos da veneração da razão e da análise racional:

Sendo eles mesmos ignorantes das forças da natureza, e querendo ter companhia na sua ignorância, eles não querem que as pessoa analisem nada; eles querem que acreditemos como camponeses e não perguntemos o motivo por trás das coisas….. Mas nós dizemos que o motivo por trás das coisas deve ser sempre buscado! - William de Conches (c. 1090-1154 AD), “Philosophia mundi”

Intelectuais como William estava cada vez mais a atrair comunidades de estudantes e a reunirem-se com estes estudantes como forma de partilhar ideias, lançando as bases das escolas que mais tarde se tornariam nas universidades. O palco estava montado para um avivamento genuíno e para um florescimento do conhecimento enquanto a Europa ainda sentia a falta dos livros perdidos dos Gregos e dos Romanos.

O Novo Conhecimento e as Universidades

​Por volta do 11º Século os estudiosos Europeus não só estavam cientes do quanto que a Europa ocidental havia perdido, mas estavam também cientes que muitas destas obras haviam sobrevivido e poderiam ser recuperadas. Eles usaram a frase “Latinorum Penuria” porque eles sabiam que havia outros que não estavam tão pobres – nomeadamente, os Gregos e os Árabes [ed: embora a ciência “dos Árabes” tenham na verdade, origem nos Assírios Cristãos].

Com o avivamento da Europa ocidental, agora em expansão militar em todas as direcções, tornou-se mais fácil para os estudiosos ansiosos obter acesso a estes trabalhos e equilibrar a balança. A conquista do grande centro de aprendizagem muçulmano de Toledo em 1085 levou muitos estudiosos até Espanha em busca pelos livros perdidos, e a conquista Normanda de Sicília em 1091 deu livrarias de tesouros literários em Árabe, Hebraico e Grego. E por volta do 12º Século, os estudiosos convergiram para a Sicília, sul de Itália, e para a Espanha, para traduzir estes livros para o Latim, e trazê-los para casas. Um desses estudiosos era o jovem Inglês Daniel de Morely:

Ouvi dizer que a doutrina dos Árabes, que se encontra totalmente devotada ao quadrivium [as quatro artes (na Idade Média – aritmética, geometria, música e astronomia)], era o que se encontrava na moda em Toledo durante esses dias. Apressei-me em ir lá o mais rápido que pude de modo a que pudesse ouvir os filósofos mais sábios do mundo. … Eventualmente os meus amigos imploraram-me que regressasse de Espanha; e logo, a seu convite,  cheguei a Inglaterra, trazendo comigo uma preciosa multitude de livros.

Durante os dois séculos que se seguiram muitas outras “preciosas multitudes de livros” seguiram o seu caminho para norte, para escolas e para as florescentes universidades da Europa, e o “novo” ensino Grego começou a invadir a Europa exactamente no momento em que a cultura intelectual de lá estava pronta para estimulação.

Igreja_Idade_MediaO que é notável  nisto tudo é a lista de livros que foram o alvo principal dos tradutores. Não havia uma escassez de livros teológicos Gregos Ortodoxos ou antigas peças e antigos poemas Gregos e Romanos disponíveis na Sicília e na Espanha, mas estes foram de modo geral ignorados. Os ansiosos estudiosos do norte concentraram-se de modo esmagador na matemática, na astronomia, na física e na filosofia, bem como na medicina, na óptica e na história natural. Eles não estavam interessados nas peças e nos poemas (deixando-os para serem “redescobertos” mais tarde pelos estudiosos humanistas do Renascimento) – estes estudiosos Medievais estavam interessados nos frutos da razão: ciência, lógica, e filosofia.

O impacto que estas obras recuperadas tiveram, e as obras dos comentadores Gregos e estudiosos Árabes posteriores que as acompanharam, foi revolucionário na rede de universidades que começaram a nascer um pouco por toda a Europa ocidental. Estes novos centros de conhecimento tomaram para si a estrutura académica do currículo das antigas escolas catedráticas baseadas nas “sete artes liberais”, combinadas com a estrutura da embarcação e das guildas mercantis (que é de onde se originou também o nome “universitas”).

Tal como nas guildas, os estudantes tinham que escolher operar sob a orientação dum “Mestre”, passar por um aprendizado longo, estruturado e escrutinizado e só mais tarde passar por uma série de testes e examinações orais antes de serem considerados eles mesmos “Mestres”, e passando depois a serem “Doutores” ou professores. Esta estrutura, hierarquia e examinação rigorosa fizeram da universidae Medieval muito diferente das escolas superficialmente parecidas que se encontravam no mundo islâmico ou na Grécia antiga.

A outra novidade radical e crucial no sistema universitário era a forma através da qual o progresso e a proeminência dentro deste sistema eram obtidos não só através do domínio do material dos textos centrais, mas através da disputa e do debate usando um conjunto de regras de lógica formal estabelecidas. Os mestres e os doutores mantinham as suas posições e as suas reputações (e desde logo, o seu rendimento proveniente dos estudantes) através da sua habilidade de vencer debates, frequentemente através da abertura do palco de debates a todas as pessoas.

Os estudantes mais brilhantes podiam ascender rapidamente na reputação e no reconhecimento enfrentando um destes mestres, e vencendo-o [no debate]. Pelo menos duas vezes por ano a universidade fazia uma “quodlibeta” – um torneio com a duração de vários dias, onde ocorriam disputas lógicas rigorosas e onde qualquer pessoa poderia propor e defender qualquer posição em qualquer tópico da sua escolha. Com relativa frequência, ideias altamente controversas, paradoxais ou até heréticas, eram apresentadas e os participantes tinham que as defender ou atacá-las usando apenas a lógica e a razão.

A ideia duma [era] racional, livre para todos, onde as melhores mentes da altura só poderiam usar a razão para disputar ideias tais como “Deus é, na verdade, maligno” ou “o universo não teve início” certamente que não se ajusta à ideia que a maior parte das pessoas tem das Idade Média, mas isto eram ocorrências frequentes nas universidades Medievais.

A Revolução Proto-Científica da Era Medieval

Neste novo ambiente de avivamento do conhecimento antigo, de rigorosa análise racional, e de debates e investigação vigorosos, a Europa Medieval foi testemunha do primeiro florescimento real da inovação científica desde os antigos Gregos. Desenvolvendo ideias propostas previamente por estudiosos Árabes tais como Al Battani, Robert Grosseteste propôs que o académico não só poderia derivar leis universais através das indicações e depois aplicar leis a casos particulares (“o princípio de indução” de Aristóteles), mas eles deveriam também fazer experiências como forma de verificar as indicações.

Roger Bacon desenvolveu ainda mais esta ideia, propondo um método baseado num repetitivo cíclo de observação, hipótese e experimentação. Ambos os homens aplicaram este médito no estudo da óptica, a natureza física da luz, a funcionalidade do olho, e a natureza das lentes. Foi esta análise, que era uma área científica que os estudiosos Medievais consideravam particularmente fascinante, que parece ter levado à invenção dos olhos de vidro. Bacon descreveu também a construção e a funcionalidade do telescópio, embora não esteja claro se ele chegou a construir um.

Com o desenvolvimento Medieval dos basilares princípios científicos da observação e experimentação repetida muito provavelmente veio a mais revolucionária contribuição Medieval para a ascenção da genuína ciência moderna: o uso da matemática como línguagem descritiva do mundo físico. Aristóteles e os Gregos haviam considerado uma má práctica tentar extrapolar duma disciplina (tal como a matemática ou a geometria) para outra (tal como a física).

Mas com o desenvolvimento de ideias mais sofisticadas de raciocínio a partir da observação e indução durante o Século 13 – graças a pessoas tais como Grosseteste e Bacon, os académicos do Século 14 obtiveram a ideia de tornar a observação a indução mais precisas através do uso da matemática e da linguagem da física. Thomas Bradwardine escreveu:

[A matemática] é a reveladora de toda a verdade genuína visto que ela sabe todos os segredos ocultos e tem consigo a chave para todas as subtilezas das cartas. Quem quer que seja, portanto, que tenha a afronta de seguir no estudo da física ignorando a matemática, tem que saber à partida que nunca fará a sua entrada através dos portais da sabedoria.

Bradwardine era uma das pessoas do grupo de estudiosos que trabalhou em áreas-chave na física usando este novo discernimento. Juntamente com William Heytesbury, Richard Swineshead e John Dumbleton, e baseando-se no trabalho de William de Occam e Walter Burley, estes estudiosos da Universidade de Oxford ficaram conhecidos como os “Merton Calculators” e eles lançaram as bases da física moderna, tal como a conhecemos.

Mais importante ainda, ao distinguirem a cinemática da dinâmica, eles derrubaram a anterior concepção Grega do movimento. Aristóteles e os outros estudiosos Gregos haviam olhado para o movimento puramente como um tópico de força externa, enquanto que os estudiosos de Merton olharam para a persistência do movimento através do ímpeto – mensurável através do volume material e da velocidade. Isto lançou as bases para o posterior entendimento-chave do momentum, mas permitiu também que formulassem a “Mean Speed Theorum”. Durante muito tempo, isto foi atribuído a Galileu, mas actualmente está claro que foram os “Merton Calculators” que descobriram e provaram este princípio muito antes de Galileu ter nascido (existem também algumas evidências de que ele leu o trabalho dos estudiosos de Merton, mas que apresentou isto como ideia sua sem creditar os verdadeiros autores).

Estas ideias relativas ao ímpeto permitiu mais tarde que os estudiosos Medievais desenvolvessem ainda mais a física e dessem início à sua aplicação na astronomia. Nicole Oresme foi, portanto, capaz de usar o ímpeto para demonstrar que a maior parte das objecções dos antigos Gregos à possibilidade duma Terra giratória eram inválidas. Ele ainda acreditava que a Terra encontrava-se imóvel por outros motivos, mas os seus argumentos foram mais tarde tomados e usados por Copérnico para desenvolver o heliocentrismo.

Orseme, Jean Buridan e Nicolau de Cusa foram também capazes de demonstrar a forma como o ímpeto era constante motivador de poder até que é corrompido ou até que encontre alguma forma de resistência. Isto permitiu que os físicos Medievais colocassem de lado a ideia Grega de que o movimento celestial ocorria em alguma esfera celestial incorruptível onde a física terrena não se aplicava, e significava que as pessoas poderiam começar a aplicar os princípios descobertos na Terra para os movimentos celestiais.

A ideia de que Copérnico, Kepler, Galileu e Newton haviam todos eles desenvolvidos ideias que não se encontravam enraizadas no pensamento que havia sido gerado nos dois ou três séculos que os havia precedido é claramente ridícula, mas esta tem sido a alegação do mito pós-Iluminista relativo à Idade Média. No entanto, a pesquisa moderna objectiva demonstrou que sem o trabalho de pessoas tais como Grosseteste, Bacon, Occam, os estudiosos de Merton, Oresme e Buridan, a “Revolução Científica” nunca teria ocorrido. A revolução teve alicerces Medievais.

​A Igreja Suprimiu Ideias?

Na verdade, nada do que foi detalhado em cima se ajusta de forma confortável com a ideia da Igreja Medieval como uma teocracia violenta, e intolerante que, de modo imediato, consignava qualquer pessoa com um esboço duma ideia nova à fogueira. De facto, os parâmetros para a especulação e investigação dentro da natureza do mundo físico eram bastante amplos visto que a Igreja Medieval considerava o cosmos como um produto racional da Mente Racional de Deus, e que os seres humanos haviam recebido o dom da razão parcialmente para que eles pudessem entender e investigar o universo de forma racional.

Foi por esse motivo que Tomás de Aquino passou anos e muitos milhões de palavras a aplicar de forma meticulosa os princípios racionais da dialéctica dos antigos Gregos à teologia Cristã numa tentativa de mostrar que todas as ideias-chave da crença Cristã poderiam ser atingidas através do uso só da razão. É também por isso que os debates  quodlibeta que decorriam nas universidades Medievais eram abertas a todos, e onde todas as ideias radicais, e até heréticas, poderiam ser propostas como forma de se averiguar se elas poderiam sobreviver à análise racional.

[ed: A porção pró-Darwiniana que se segue é refutada neste link, e também neste]

A Igreja Medieval também não insistiu numa interpretação da Bíblia (o literalismo fundamentalista é uma ideia largamente moderna e Protestante). Isto significava que ela não tinha problemas em ver aspectos da Bíblia como puramente alegóricos, e nem com a exploração como forma de se ver como é que estas verdades simbólicas se aplicavam ao mundo real. A maior parte das pessoas olha para o período Medieval como um onde os literalistas Bíblicos suprimiam o pensamento original embora o medo seja algo de difícil explicação se levarmos em conta, por exemplo, as obras de William de Conches.

Já no Século 12, esta académico sediado na Catedral de Chartres, aceitava que a sua audiência já entendia que a história da criação presente em Génesis era simbólica [[ed: Não é simbólica], e prossegui interpretando-a “segundo a natureza”. Ele propôs uma forma através da qual as forças naturais colocadas em movimento por Deus haviam produzido os céus e a Terra tal como os temos hoje em dia.

Ele continuou, falando da vida a surgir duma lama primordial através da acção natural do calor, e da forma como ela se desenvolveu a partir de formas mais simples. Ele chega até a falar da forma como o homem surgiu de forma semelhante, e da forma como, em teoria, outras espécies de seres humanos poderiam surgir da mesma forma através de processos naturais. Todas estas ideias com sonoridade actual (e até Darwiniana) eram aceite pelos estudiosos Medievais sem o mínimo problema, e a Igreja não tinha qualquer dificuldade com elas – de facto, William de Conches, tal como todos os outros cientistas Medievais, era um eclesiástico.

O mais perto que a Igreja esteve de suprimir a ciência de alguma forma foi quando, em reacção às ideias que estavam a ser debatidas na Universidade de Paris no ponto mais alto da redescoberta do pensamento Aristotélico durante o Século 13, a Faculdade de Teologia tentou colocar alguns limites em torno do que poderia ser discutido pela Faculdade das Artes. Nos anos de 1210, 1270 e outra vez em 1277, o Papa – a pedido da Faculdade Teológica de Paris – publicou uma lista de ideias propostas por Aristóteles, ou implicadas pela sua filosofia, que eram contrárias à doutrina Crista, e como tal, estas foram proibidas.

O que é espantoso em relação a isto, antes de mais, é o quão pouco dos escritos de Aristóteles, etc, era de facto proscrito através destas Condenações.

Segundo: é espantoso o quão ineficazes as Condenações foram. Elas só foram aplicadas em Paris, enquanto que a discussão de todos estes tópicos continuou sem qualquer tipo de perturbação em Oxford e nas outras universidades. E, tal como indica o facto destas Condenações terem que ser repetidas duas vezes, elas foram amplamente ignoradas.

Estas Condenações tiveram também um outro efeito: ao alegarem que Aristóteles estava errado em vários pontos, elas estimularam uma análise mais crítica ao trabalho do filósofo Grego, o que levou a que várias das suas ideias fossem analisadas de modo crítico e apuradas como falsas (por exemplo: a ideia de que os objectos mais pesados caiam mais depressa que os objectos mais leves). Duma forma curiosa, as Condenações falharam em suprimir a ciência, e, na verdade, ajudaram a estimulá-la.

A realidade dos factos é que a ideia da Igreja a suprimir a ciência e a análise racional é um mito. Não houve um único estudioso Medieval que tenha sido queimado, preso ou oprimido pela Igreja Medieval por fazer uma alegação relativa ao mundo físico. É por isso que os proponentes modernos deste mito têm sempre que citar um exemplo excepcional pós-Medieval como forma de sustentar esta ideia: o caso de Galileu.

Conclusão:

Portanto, a alegação de que a “ciência fez pouco progresso claro na Europa da Idade Média” baseia-se numa ignorância profunda desse período, e depende dum mito preconceituoso que não tem qualquer base. Mal a Europa Medieval se recuperou do caos que se seguiu à queda de Roma, ela rapidamente avivou a antiga tradição da filosofia natural que havia estado abatida deste o tempo dos Romanos.

Os estudiosos Medievais envolveram-se num espantoso processo de análise do universo físico usando a razão e a lógica e, ao fazerem isso, desenvolveram os princípios que se tornariam os fundamentos da ciência moderna tal como a conhecemos. E eles aplicaram estes princípios de formas que corrigiam os erros que os Gregos haviam feito, levando a cabo o trabalho de base que levaram a descobertas posteriores na física e na astronomia, que deram inicio à Revolução Científica.

Embora as pessoas sem um conhecimento detalhado dos estudos modernos relativos à história da ciência ainda se agarrem aos mitos do Século 19 em torno da Igreja a suprimir a ciência, é hoje claro que sem o florescimento da especulação e da análise durante o período compreendido entre o Século 12 e o Século 15, a ciência ocidental nunca teria surgido.

Ciencia_Segundo_A_Historia

Bibliografia
David C. Lindberg, The Beginnings of Western Science, 600 B.C. to A.D. 1450(1992)
David C. Lindberg, Science in the Middle Ages (1978)
Ronald Numbers, Galileo Goes to Jail, and Other Myths about Science and Religion (ed.) (2009)
Edward Grant, The Foundations of Modern Science in the Middle Ages (1996)
Edward Grant, God and Reason in the Middle Ages (2001)
James Hannam, God’s Philosophers: How the Medieval World Laid the Foundations of Modern Science (2009)

http://goo.gl/92vGe4

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A teoria da evolução e a ascenção do racismo

Por Paul G. Humber

O racismo dos evolucionistasO racismo já atormenta a humanidade há milhares de anos, e ele mostrou a sua verdadeira natureza especiamente nos últimos séculos. Pensem na quantidade de Negros levados de África e vendidos no Novo Mundo, e mais recentemente, o racismo óbvio da Alemanha Nacional Socialista. Mesmo nos dias de hoje, existem preocupações justificadas nesta ordem de ideias.

É fácil condenar os pecados dos outros, mas, é importante perguntar, como foi possível que um líder como Hitler conseguiu atrair milhares – ou mesmo milhões – de Alemães inteligentes para a sua causa? Uma coisa é dizer que Hitler era maluco mas outra é dizer que todos os Alemães eram tão malucos como ele. Há uma hipótese que não foi adequandamente levada em conta. Sir Arthur Keith, fervoroso evolucionista, alega:

O Fuhrer Alemão ….. tentou de modo consciente que o modo de vida da Alemanha  se ajustasse à teoria da evolução. (1)

Noutro sítio, Keith escreveu:

O líder da Alemanha é um evolucionista, não só em teoria, mas, tal como muitos sabem à sua própria custa, no rigor da sua práctica. Para ele, a “frente” nacional da Europa é também a “frente” evolutiva; ele olha para si mesmo, e em relação a isto, como a incarnação da vontade da Alemanha, sendo o propósito dessa vontade guiar o destino evolutivo do seu povo. (2)

Hitler usou a palavra Alemã para “evolução” (Entwicklung) consistentemente por todo o seu livro. De facto, não é de todo irrazoável propor que o próprio titulo do seu livro (“A Minha Luta”) foi influenciada pelo sub-título de Darwin, “Luta Pela Existência”, e pelo proponente da teoria da evolução, Ernst Haeckel, que em 1905 publicou um livro com o título de “Der Kampf um den Entwicklungs-Gedanken” (“A Luta em Torno do Pensamento Evolutivo”, ou em inglês “The Struggle over Evolutionary Thinking”).

No livro “Mein Kampf”, Hitler falou dos “tipos humanos inferiores”, e criticou os Judeus por trazerem os “Negros para a Rinelândia” com o propósito de “arruinar a raça branca através da resultante bastardização.” Ele falou das “monstruosidades a meio caminho entre o homem e o macaco” e lamentou o facto dos Cristãos irem para “África Central” com o propósito de fundar “missões para os Negros”, resultando na transformação de “seres humanos saudáveis em ninhadas apodrecidas de bastardos”.

No seu capítulo com o título de “Nação e Raça”, Hitler disse:

O mais forte tem que dominar e não se misturar com o mais fraco, evitando assim sacrificar a sua grandeza. Só aqueles que nasceram fracos podem olhar para isto como algo cruel, mas no final de contas, ele nada mais é que um homem fraco e limitado; se por acaso esta lei não tivesse prevalecido, qualquer tipo de desenvolvimento superior  (Hoherentwicklung) dos seres vivos orgânicos seria impensável.

Algumas páginas depois, Hitler disse:

Aqueles que querem viver têm que lutar, e aqueles que não querem lutar neste mundo de luta constante não merecem viver. (3)

Era Darwin um racista?

Os Darwinistas actuais, em larga maioria, não querem ser identificados com o racismo, e devido a isso não é surpreendente que as declarações de Darwin relativas a esta assunto recebam muito pouca atenção. Darwin falou dos “gorilas” e dos “negros” como seres que ocupavam posições evolutivas a meio caminho entre o “Babuíno” e as “raças humanas civilizadas” (“Caucasianas”):

Em dado período futuro, não muito distante quando medido em séculos, as raças humanas civilizadas irão certamente exterminar, e tomar o lugar, das raças selvagens por todo o mundo. Por essa altura, os macacos antropomorfos . . . . serão sem sombra de dúvida exterminados. A distinção entre o homem e os seus aliados mais próximos será, então, mais largo visto que irá intervir entre o homem num estado civilizacional mais avançado, como esperamos, e por essa altura os Caucasianos, e alguns macacos inferiores como um babuíno, em vez do que é agora entre o negro [sic] ou o Australiano e o gorila. (4)

Mais adiante no mesmo livro, Darwin escreveu:

É frequentemente dito . . . . que o homem pode resistir com impunidade as maiores adversidades climáticas e outras mudanças; mas isto só é verdade junto das raças civilizadas. O homem no seu estado selvagem parece ser neste aspecto quase tão susceptível como os seus aliados mais próximos, os macacos antropóides, que até agora nunca sobreviveram muito tempo depois de terem sido removidos do seu país. (5)

Falando do livro “Sobre a Origem das Espécies”, escrito por Darwin, Stephen Jay Gould, professor da Universidade de Harvard, escreveu:

Argumentos biológicos em favor do racismo podem ter sido comuns antes de 1859, mas eles aumentaram por ordens de magnitude depois da aceitação da teoria da evolução. (6)

Ele prossegue citando várias fontes como forma de confirmar a sua tesse, mas dois nomes que não aparecem na sua secção com o nome de “Racismo”, são  Edwin G. Conklin e Henry Fairfield Osborn. (…)  É importante reconhecer que estes dois homens escreveram antes da versão Hitleriana da teoria da evolução se ter revelado na Europa. Alguma da linguagem tanto de Conklin como de Osborn é uma reminiscência de Darwin, se não do próprio Hitler.

É também importante não esqueer quem eram estes homens: Conklin foi professor de Biologia na Universidade de Princeton entre 1908 a 1913, havendo sido também  Presidente da Associação para o Avanço da Ciência em 1936 (o ano dos Jogos Olímpicos de Berlin). Ele escreveu:

Uma comparação entre qualquer raça humana com os tipos Neanderthal ou Heidelberg revela que todos sofreram modificações, mas as raças negróides assemelham-se mais ao estoque original que as raças brancas ou amarelas. (7) Todas as considerações devem levar aqueles que acreditam na superioridade da raça branca a lutar para preservar a sua pureza e a estabelecer e manter uma segregação entre as raças, visto que quanto mais longa esta segregação for mantida, maior será a preponderância da raça branca. (8)

Henry Fairfield Osborn era um professor de Biologia e Zoologia na Universidade de Columbia. Por 25 anos (1908-1933) ele foi o Presidente Conselho de Administradores do Museu Americano de História Natural. Osborn escreveu:

O estoque Negróide é mais antigo que o Caucasiano e Asiático, algo que pode ser comprovado através duma análise não só ao cérebro, do cabelo, e das características físicas . . . mas também dos instintos e da inteligência. O padrão de inteligência do Negro adulto comum é semelhante ao de uma criança de 11 anos da espécie Homo Sapiens. (9)

No seu livro dedicado a John T. Scopes (o professor evolucionista feito famoso durante o “julgamento do macaco” em Scopes), Osborn escreveu:

O princípio ético inerente da teoria da evolução é que só os melhores têm o direito de sobreviver. . . (10)

No seu livro, Osborn afirmou que estava a resumir um artigo que ele havia escrito para o New York Times no dia 26 de Fevereiro de 1922. Só podemos especular se Hitler obteve ou não acesso aos seus escritos antes de ter escrito o seu livro Mein Kampf, dada a semelhança que esta última declaração de Osborn tem com o que Hitler acreditava e escreveu por essa altura.

É fácil acreditar que Hitler tinha um interesse especial na luta de boxe entre Joe Louis e o Alemão Max Schmeling (19/06/36).  O mesmo “estava repleto de conotação política e racial…” (11) Menos de um ano antes disso, Paul Gallico, escritor para o New York Daily News, afirmou:

Louis, o animal magnífico . . . . Ele come. Ele dorme. Ele luta. . . É todo ele instinto, todo ele animal? Ou será que os milhões de anos deixaram uma dobra no seu cérebro? Eu vejo neste homem colorido algo tao frio, tão duro e tão cruel que me questiono da sua bravura. A coragem nos animais é o desespero. A coragem nos seres humanos é algo incalculável e divino. (12)

Ainda existem exemplos de racismo científico nos dias de hoje?

Em Abril de 1986, a “Pennsylvania Gazette” (Universidade da Pennsylvania) publicou um artigo exibindo um artigo com o título de “NEGRO/LUNÁTICO.” O sub-título que se encontrava por baixo da foto dizia:

Racismo “científico”: crânios como este, alojados no Museu Universitário, foram usados no passado para “provar” a supremacia dos brancos. (13)

Em Novembro de 1985, a National Geographic Society mostrou ao público (na sua revista) uma exibição de “4,000,000 anos de bipedalismo”. Nove “hominideos”, fortemente sugestivos dum desenvolvimento evolutivo, são desenhados – começando pelo Australopithecus-afarensis (um tipo de “Lucy”), até aod moderno Homo sapiens. Os primeiros cinco da sequência tinham uma pele mais escura, e os últimos quatro uma pele mais clara. O editor reconheceu que a cor da pele é especulativa, mas na edição de Março de 1986 da National Geographic (“Members Forum”), eles disseram o seguinte:

Uma vez que as três variações de H. sapiens retratadas baseiam-se nas evidências fósseis encontradas na Europa, o sr Matternes deu-lhes uma cor de pele mais clara. (14)

Mas isto parece ser enganador visto que as quatro últimas imagens da sequência têm uma cor de pele mais clara, mas o quarto a contar do fim baseia-se em evidências encontradas no Quénia, em África! Será que isto nada mais é que uma subtil forma de racismo ainda a afectar o público actual?

O Cristão, como seguidor do Senhor Jesus Cristo, não tem a opção do racismo; o Senhor Jesus não era Racista, e Ele mesmo ordenou que amássemos os nossos inimigos – e não que os matemos. Ele buscou “atrair todos os homens” para Si (João 12:32). “Deus criou primeiro um homem e desse vieram todas as raças humanas que vivem no mundo inteiro.”(Actos 17:26).

Fonte: http://goo.gl/sGdMAE

Referências
1. Sir Arthur Keith, Evolution and Ethics (New York: G.P. Putnam’s Sons, 1947), p. 230.
2. Ibid., p. 10.
3. Adolf Hitler, Mein Kampf (Boston: Houghton Mifflin Co., 1943), pp. 286, 295, 325, 402, 403, 285, 289 respectively.
4. Charles Darwin, The Descent of Man (London: John Murray, 1901), pp. 241-242.
5. Ibid., pp. 291-292.
6. Stephen Jay Gould, Ontogeny and Phylogeny (Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1977), p. 127.
7. Edwin G. Conklin, The Direction of Human Evolution (New York: Scribner’s, 1921), p. 34.
8. Ibid., p. 53.
9. Henry Fairfield Osborn, “The Evolution of Human Races,” Natural History, April 1980, p. 129–reprinted from January/February 1926 issue.
10. Henry Fairfield Osborn, Evolution and Religion in Education (London: Charles Scibner’s Sons, 1926), p. 48.
11. Christ Mead, “Black Hero in a White Land,” cf. Sports Illustrated, September 16, 1985, p. 94.
12. Ibid., p. 92.
13. “Gazetteer,”The Pennsylvania Gazette (University of Pennsylvania), April 1986, p. 19.
14. “Members Forum,”National Geographic, March 1986.
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Matemática e a teoria da evolução

Por Granville Sewell

No ano de 1996, Michael Behe, bioquímico da Universidade de Lehigh, publicou o seu livro com o título de “Darwin’s Black Box”, cujo tema central era a tese de que as células vivas encontram-se preeenchidas com características e processos bioquímicos que são “irredutivelmente complexos” – isto é, eles requerem a existência de componentes numerosos e complexos, cada um deles essencial para o funcionamento. Logo, estes traços e processos não podem ser explicados através duma gradual melhoria Darwiniana uma vez que até que todos os componentes estejam operacionais, estas estruturas são inúteis e não conferem qualquer vantagem selectiva.

Behe passa mais de 100 páginas a descrever detalhadamente alguns destes sistemas bioquímicos irredutivelmente complexos, e depois sumariza os resultados duma exaustiva busca na literatura bioquímica por explicações Darwinianas. Ele conclui que, embora os textos de Bioquímica frequentemente prestem homenagem verbal à ideia de que a selecção natural das mutações aleatórias pode explicar tudo o que existe dentro da célula, tais alegações são puro “ruído” visto que “não existe qualquer publicação dentro da literatura científica que descreva a forma como a evolução molecular de qualquer sistema bioquímico, real e complexo, ocorreu ou pode vir a ocorrer.”

MatematicaQuando o Dr Behe esteve na Universidade do Texas – El Paso – em Maio de 1997 como palestrante convidado, disse-lhe que ele poderia encontrar um maior apoio às suas ideias nos departamentos de Matemática, Física e Ciência Computacional do que na sua própria área. Conheço muitos bons matemáticos, físicos e cientistas computacionais que, como eu, estão estarrecidos com o facto das explicações de Darwin para o desenvolvimento da vida serem tão amplamente aceites pelas ciências da vida [ed: biologia, zoologia, microbiologia, fisiologia, bioquímica, e áreas relacionadas]. Poucos desses matemáticos, físicos e cientistas computacionais chegam a falar ou a escrever sobre este assunto – muito provavelmente porque sentem que o assunto encontra-se fora do seu domínio.

Apesar disso, acredito que existem dois argumentos centrais contra o Darwinismo, e ambos parecem ser muito do agrado daqueles que se encontram dentro das ciências matemáticas.

1. A pedra angular do Darwinismo é a ideia de que melhorias maciças (complexas) podem-se ir acumulando através de melhorias menores; que novos órgãos e novos sistemas de órgãos, que deram origem às novas ordens, novas classes, e novos filos, desenvolveram-se gradualmente, através de muitas melhorias menores.

Temos que salientar inicialmente que o registo fóssil não confirma esta ideia; por exemplo, George Gaylord Simpson, paleontólogo de Harvard, escreve:

É característica do registo fóssil conhecido que a maior parte dos táxons apareçam abruptamente. Em regra geral, eles não se vão formando através duma sequência de mudanças quase imperceptíveis de precursores, tal como Darwin acreditou que seria normal dentro da evolução… Este fenómeno torna-se mais universal e mais intenso à medida que a hierarquia de categorias é ascendida. As lacunas entre as espécies conhecidas são esporádicas e pequenas. As lacunas entre as ordens, as classes, e os filos são sistemáticos e quase sempre enormes.

Estas peculiaridades do registo fóssil são um dos mais importantes problemas teóricos de toda a história da vida: É o aparecimento súbito das categorias mais elevadas um fenómeno da evolução, ou só do registo devido à recolha tendenciosa [de fósseis] e outras inadequações? – [“The History of Life,” in Volume I of “Evolution after Darwin,” University of Chicago Press, 1960]

Em Abril de 1892, um artigo da Life Magazine (excerto do livro de Francis Hitching “The Neck of the Giraffe: Where Darwin Went Wrong”) contém a seguinte informação:

Quando procuramos elos entre os principais grupos de animais, eles pura e simplesmente não estão lá….“Em vez de encontramos um desdobramento gradual da vida”, escreve David Raup, Curador do Field Museum of Natural History em Chicago, “o que os geólogos do tempo de Darwin, bem como os geólogos actuais, encontram é um registo fóssil altamente desigual e irregular; isto é, as espécies aparecem no registo fóssil muito subitamente, exibem pouca ou nenhuma modificação durante a sua existência, e depois desaparecem abruptamente.” Isto não são falhas insignificantes mas sim períodos, presentes nas principais transições evolutivas, durante os quais mudanças fisiológicas imensas teriam que ter acontecido.

Mesmo entre os biólogos, a ideia de órgãos novos, e desde logo categorias superiores, se poderem desenvolver gradualmente através de pequenas melhorias, tem sido alvo de contestação. De que forma é que a “sobrevivência do mais apto” poderia controlar o desenvolvimento de órgãos durante as fases iniciais sem utilidade, durante as quais elas obviamente não apresentavam qualquer vantagem selectiva (isto é frequentemente identificado como “o problema das novidades”), ou orientar o desenvolvimento total de novos sistemas, tais como o sistema nervoso, o circulatório, o digestivo, o respiratório, e o reprodutor – algo que exigiria o desenvolvimento simultâneo de vários órgãos interdependentes, nenhum deles útil ou possuindo alguma vantagem selectiva isoladamente?

O biólogo Francês Jean Rostand, por exemplo, escreveu:

Não parece totalmente impossível que as mutações tenham introduzido para dentro do reino animal as diferenças que existem entre uma espécie e a próxima…..logo, é muito tentador deixar também à sua porta as diferenças entre as classes, famílias, e ordens, e, basicamente, toda a evolução. Mas é óbvio que tal extrapolação envolve uma atribuição gratuita, às mutações do passado, duma magnitude e dum poder inovador muito maior do que aquele que é mostrado pelas mutações de hoje. - [“A Biologist’s View,” Wm. Heinemann Ltd. 1956]

O livro de Behe é, primordialmente, um desafio a esta pedra angular da Darwinismo ao nível microscópico. Embora nós possamos não estar familiarizados com os sistemas bioquímicos complexos que são estudados no seu livro, acredito que os matemáticos encontram-se muito bem qualificados para avaliar as ideias gerais envolvidas. E embora uma analogia seja apenas uma analogia, talvez a melhor forma de entender o argumento de Behe seja comparando o desenvolvimento do código genético da vida com o desenvolvimento dum programa de computador.

Imaginem que um engenheiro tenta criar uma análise estrutural dum programa de computador, escrevendo a análise numa línguagem de máquina totalmente desconhecida para ele. Ele simplesmente digita caracteres aleatórios com o seu teclado, e periodicamente executa testes ao programa de modo a reconhecer e escolher as melhorias fortuitas sempre que elas ocorrem. As melhorias são permanentemente incorporadas no programa ao mesmo tempo que as outras mudanças são rejeitadas.

Se o nosso engenheiro continuar com este processo de alterações aleatórias e testes durante um longo período de tempo, será que ele eventualmente seria capaz de desenvolver um sofisticado programa de análise estrutural? (Claro que quando seres humanos inteligentes decidem o que é uma “melhoria”, isto é, na verdade, selecção artificial, e devido a isso, esta analogia é demasiado generosa para o Darwinismo).

Se mil milhões de engenheiros estivessem a digitar ao mesmo ritmo um caracter aleatório por segundo, não há qualquer possibilidade de qualquer um deles, e no espaço de 4,5 mil milhões de anos da idade da Terra [ed: segundo os crentes nos milhões de anos] duplicar acidentalmente uma melhoria com 20 caracteres. Logo, o nosso engenheiro não pode contar em fazer algum tipo de melhoria só de forma aleatória.

Mas será que o engenheiro não conseguiria talvez fazer algum tipo de progresso através da acumulação de pequenas melhorias? O Darwinista presumivelmente diria que sim, mas para alguém com experiência mínima de programação, esta ideia é igualmente implausível. As melhorias principais dum programa de computador normalmente exigem uma adição ou modificação de centenas de linhas [de código] interdependentes, e nenhuma delas faz qualquer sentido, ou resulta em alguma melhora, se adicionada/modificada por si só.

Até a mais pequena das melhorias normalmente requer o adição de várias linhas. É concebível que um programador, incapaz de olhar mais além que 5 ou 6 caracteres, seja capaz de fazer algumas melhorias ínfimas a um programa de computador, mas é inconcebível que ele seja capaz de criar algo minimamente sofisticado sem uma habilidade de olhar mais além e modificar as suas alterações tendo em vista um plano geral.

Se arqueólogos duma sociedade futura por acaso desenterrarem as muitas versões do meu PDE solver, PDE2D , que eu criei durante os últimos 20 anos, certamente que eles iriam notar um aumento constante de complexidade com o passar do tempo, e iriam notar também nas muitas óbvias semelhanças entre cada uma das novas versões e as prévias. No princípio, o programa só era capaz de resolver uma equação linear única, 2D, steady-state numa região poligonal. Desde então, o PDE2D desenvolveu muitas novas habilidades (…).

Um arqueólogo que tentasse explicar a evolução deste programa de computador em termos das suas muitas pequenas melhorias, ficaria confuso se por acaso viesse a descobrir que todos estes avanços maiores (novas classes ou filos??) haviam aparecido subitamente como versões novas; por exemplo, a capacidade de resolver problemas em 3D [três dimensões] apareceu pela primeira vez na versão 4.0. Outras melhorias maiores (novas famílias ou ordens??) apareceram subitamente nas novas sub-versões – por exemplo, a capacidade de resolver problemas em 3D com condições de contorno periódicas apareceram pela primeira vez na versão 5.6.

De facto, o registo do desenvolvimento do PDE2D seria muito semelhante ao registo fóssil, com lacunas enormes onde os traços principais apareceram, e lacunas menores onde os traços menores surgiram. Isto prende-se com o facto da multitude de programas intermediários entre as versões e sub-versões que os arqueólogos poderiam esperar encontrar nunca terem chegado a existir porque – por exemplo – nenhuma das modificações que eu fiz à versão 4.0 fazia algum sentido, ou disponibilizava ao PDE2D alguma vantagem na resolução de problemas em 3D (ou qualquer outra coisa), até que centenas de novas linhas de código foram acrescentadas.

Quer seja ao nível microscópico ou ao nível macroscópico, os principais e complexos avanços evolutivos, envolvendo novos traços (em oposição às quantitativas mudanças menores tais como o aumento do comprimento do pescoço da girafa (1), ou o escurecimento das asas das mariposas, que claramente poderiam ocorrer de foram gradual) também envolvem a adição de muitas peças interligadas e interdependentes.

Estes avanços complexos, tais como aqueles feitos aos programas de computador, nem sempre são “irredutivelmente complexos” – por vezes existem fases intermédias úteis. Mas da mesma forma que as melhorias principais ao programa de computador não podem ser feitas com 5 ou 6 caracteres de cada vez, certamente que nenhum avanço evolutivo considerável é redutível a uma série de pequenas melhorias – cada uma delas suficientemente pequena para ser unida através duma simples mutação aleatória.

2. O outro ponto, que é bastante simples mas que também só parece ser apreciado pelas pessoas com orientação mais matemática, é: atribuir o desenvolvimento da vida na Terra à selecção natural é atribuir a ela – e só a ela, acima de todas as outras “forças” naturais – a capacidade de violar a 2ª Lei da Termodinâmica (SLT), e causar a que a ordem apareça da desordem.

É alegado com frequência que, visto que a Terra não é um sistema fechado – por receber energia do Sol, por exemplo – a 2ª Lei da Termodinâmica não se aplica neste caso. É verdade que a ordem pode aumentar localmente se esse aumento de ordem for compensado com uma diminuição de ordem noutro sítio qualquer – isto é, um sistema aberto pode ser visto como um estado menos provável através da importação de ordem externa. Por exemplo, podemos transportar um camião cheio de enciclopédias e computadores para a Lua sem que com isso violemos a 2ª Lei.

Mas esta Lei da Termodinâmica –  pelo menos o princípio básico da lei – diz simplesmente que as forças naturais não conseguem causar o acontecimento de eventos extremamente improváveis (2), e consequentemente, é um absurdo alegar que, visto que a Terra recebe energia do Sol, este princípio não foi violado quando ocorreu o arranjo original de átomos para enciclopédias e computadores.

O biólogo estuda os detalhes da história natural, e quando olha para as semelhanças entre duas espécies de borboletas, ele está compreensivelmente relutante em atribuir ao sobrenatural a causa das pequenas diferenças. Mas o matemático ou o físico é mais susceptível de olhar para as coisas duma forma mais alargada. Eu imagino-me a visitar a Terra quando ela era nova, e voltar agora e encontrar auto-estradas com carros sobre elas, aeroportos com aviões, e edifícios altos cheios de equipamentos complicados tais como televisões, telefones e computadores.

Depois imagino a construção dum gigantesco modelo informático que começa com as condições inicias da Terra há 4 mil milhões de anos atrás [ed: posição refutada pela ciência] e que tenta simular os efeitos que as quatro forças físicas conhecidas (gravitavional, electromagnética, força nuclear forte, e força nuclear fraca) teriam em todos os átomos e partículas sub-atómicas do nosso planeta (provavelmente usando geradores de números aleatórios como forma de simular as incertezas quânticas!).

Se por acaso nós executássemos essa simulação até aos dias de hoje, será que isso iria prever que as forças básicas da Natureza iriam reorganizar as partículas básicas da Natureza até que elas formassem livrarias cheias de enciclopédias, textos científicos e novelas, usinas eléctricas, porta-aviões com jactos supersónicos estacionados no convés, e computadores ligados a impressoras a laser, CRT e teclados? Se por acaso nós pudéssemos exibir graficamente a posição dos átomos no final da simulação, será que ficaríamos a saber que carros e camiões haviam sido formados, e que super-computadores haviam surgido? Certamente que não, e nem acredito que adicionar a luz do Sol ao modelo iria ajudar muito.

Com a origem e o desenvolvimento da vida, e especialmente com o desenvolvimento da consciência e criatividade humana, claramente algo extremamente improvável aconteceu no nosso planeta.

Fontes: Discovery.orgUniversity of Texas at El Paso – Mathematical Sciences

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E que evento “extremamente improvável” foi esse que adicionou quantidades imensas de informação no nosso planeta?

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Estudo revela que os religiosos são mais felizes

Thomas D. Williams, Ph.D.

Segundo um novo estudo levado a cabo pelo Austin Institute for the Study of Family and Culture, existe uma forte correlação entre a religiosidade e a felicidade pessoal. O estudo apurou que as pessoas que frequentam os cultos religiosos semanalmente são duas vezes mais susceptíveis de se descrevem como “muito felizes” (45%) que as pessoas que nunca tomam parte de cultos religiosos (28%).

Reciprocamente, as pessoas que nunca tomam parte de cultos religiosos são duas vezes mais susceptíveis de declarar serem “muito infelizes” (4%) do que as pessoas que frequentem cultos todas as semanas.

Baseando-se em pesquisas prévias, este estudo extenso dos adultos Americanos tinha uma amostra representativa de 15,738 Americanos com idades entre os 18 e os 60 anos.

O estudo indicou que não só a frequência religiosa, mas também a auto-declarada “religiosidade” e a “afiliação” religiosa se encontravam também associadas aos níveis de felicidade. No entanto, dos três indicadores, a frequência aos cultos tinha a mais elevada correlação com uma maior felicidade.

O estudo apurou que níveis mais elevados de frequência religiosa “vaticinavam uma maior satisfação de vida,” mesmo depois de se levar em conta o quão importante a fé religiosa era na vida das pessoas.

A correlação entre a religiosidade e a felicidade era óbvia, mas as explicações para a ligação e as causas relacionais possíveis eram menos óbvias. Uma teoria sugere que o apoio social que as comunidades religiosas podem disponibilizar pode ser um factor que contribua para uma maior felicidade, visto que “os Americanos religiosos eram mais susceptíveis de se envolverem nas suas comunidades.”

No entanto, mesmo aqui o estudo apurou que “aqueles que frequentam cultos religiosos regularmente eram mais felizes que os seus pares, mesmo tendo estes níveis similares de envolvimento na comunidade.”

Estas estatísticas que associam a felicidade com a religiosidade têm-se mantido com o passar do tempo. Uma pesquisa semelhante levada a cabo há 10 anos atrás obteve resultados semelhantes, levando os pesquisadores a extrair as mesmas conclusões.

Quando em 2004 o General Social Survey perguntou  aos Americanos, “Você qualifica-se como muito feliz, bastante feliz, ou infeliz?” as pessoas religiosas eram duas vezes mais susceptíveis que os não-religiosos de dizer que eles eram “muito felizes” (43%-21%).

As pessoas seculares, ou aquelas que nunca frequentem os cultos religiosos, eram maciçamente mais susceptíveis de dizer que não eram pessoas felizes (21%-8%). (..)

http://goo.gl/lh4HO6

Cristaos_Felicidade_Ateismo

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“Parede” invisível protege o planeta Terra da radiação

O National Administration of Aeronautics and Space Administration (NASA) descobriu um impenetrável campo de forças invisível a 11,000 quilómetros da superfície da Terra, que protege o nosso planeta de doses letais de radiação.

Nesta Quinta-Feira, a mais recente edição do jornal Britânico “Nature” reportou o estudo onde foram usados dois satélites lançados em 2012 com o nome de “sondas Van Allen” em honra do cientista Americano James Van Allen (o primeiro a descobrir a existência de duas zonas de elevada radiação energética a rodear a Terra).

As sondas usadas pela NASA tinham como propósito estudar os cintos de radiação encontrados por Van Allen em 1958. Consequentemente, a investigação liderada por Dan Barker, cientista  e pesquisador Americano da Universidade do Colorado, revelou que todos os eléctrons com energia mais elevada permaneciam acima dos cintos bloqueados.

Nenhum electrão através da barreira de 11,000 quilómetros.

Segundo a pesquisa, se alguns desses eléctrons atravessar o limite dos 11,000 quilómetros e atingir a superfície da Terra, uma radiação prejudicial aos seres humanos ocorreria.

Campo_Protege_Planeta_Terra“É como se aqueles eléctrons estivessem a colidir contra uma parede de vidro no espaço,” disse Baker numa nota relativa ao assunto. “É um fenómeno extremamente intrigante,” acrescentou.

Em relação a isso, o que é o Cinturão de Van Allen? São faixas, formadas por carga e interpoladas no campo magnético da Terra a rodear as partículas do nosso planeta.  O Cinturão foi descoberto em 1958 pelo físico Americano James Van Allen.

A Cintura é evitada pelas missões espaciais tripuladas porque a sua radiação pode causar danos no corpo humano.

- http://goo.gl/BAFBVu

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