“Sem base cristã não haveria ciência moderna”

Henrique_Leitao_Premio_Pessoa_2014Henrique Leitão, o vencedor do Prémio Pessoa 2014, é um físico teórico de formação, mas que a dada altura se virou para as humanidades para perceber melhor a História da Ciência. Mas é também um homem de fé e a inter-relação entre todos os seus saberes e todos os seus estudos permite-lhe dizer que foi o Cristianismo que forneceu a base para o desenvolvimento da ciência moderna.

“Se não houvesse uma base cristã nunca teria havido, propriamente, ciência moderna, porque se hesitava sobre aspectos que são absolutamente centrais para haver ciência”, afirma Henrique Leitão, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença.

O historiador explica: “Para se poder fazer ciência é preciso ter um conjunto muito específico de ideias sobre a natureza. Ora, sucede que o Cristianismo fornece, precisamente, essas ideias. O Cristianismo afirma que a natureza é boa, a natureza é racional e a natureza é contingente, que quer dizer que é desta maneira, mas poderia ser de outra e só se pode saber como é investigando.”

E foi investigando a forma de fazer ciência ao longo dos séculos que Henrique Leitão fez um percurso brilhante agora consagrado com o Prémio Pessoa, uma iniciativa conjunta do Expresso e da Caixa Geral de Depósitos, que desde 1987 premeia com 60 mil euros alguém que se tenha destacado nos campos das Artes, Ciência ou Cultura.

Doutorado em Física Teórica, Henrique Leitão orientou a sua investigação para a História das Ciências, sobretudo nos séculos XV, XVI e XVI. Coordenou a publicação das obras de Pedro Nunes e contribuiu para resolver um problema científico: o Método da Projecção de Mercator.

A chamada Projecção de Mercator é uma projecção cartográfica cilíndrica elaborada pelo geógrafo, cartógrafo e matemático Gerhard Mercator (1512-1594). Teve o principal mérito de ser a primeira projecção de mundo elaborada na Era Moderna, ou seja, com a expansão marítima europeia e a descoberta de novos continentes, foi Mercator quem primeiro conseguiu representar o globo esférico da Terra num plano.

Nesta entrevista à Renascença, conduzida por Francisco Sarsfield Cabral, Henrique Leitão fala da importância de Mercator, mas também de Pedro Nunes e de como o matemático português foi importante para que o cartógrafo flamengo chegasse ao mapa. Mas também conta como os colégios jesuítas foram importantes na investigação e divulgação da ciência em Portugal.

Explica por que é que a ciência moderna vingou na Europa. Pelo Cristianismo, porque “estas ideias – a da bondade do mundo natural, do mundo físico e do mundo biológico e da sua racionalidade – que são absolutamente cruciais para haver ciência, são disseminadas culturalmente pela Europa pelo cristianismo”. Mas também porque, ao contrário do que aconteceu na China e no mundo árabe onde a ciência era assunto de elites, na Europa todas as camadas da população tinham algum interessa na ciência.

Essa é uma convicção que parece ter algum suporte histórico. O que é apaixonante no mundo ocidental é a situação que vem do século XV e XVI: os factos relativos ao mundo natural parecem suscitar interesse em todas as camadas da população”, diz Henrique Leitão, para concluir: “Ter uma ciência pujante e moderna não é apenas um fenómeno de treinar umas elites muito competentes. Mas é, além de ter um conjunto de elites muito competentes, ter uma certa participação de toda a sociedade nas discussões científicas.

- http://goo.gl/ow783w

* * * * * * *

Contrariamente ao mito politicamente correcto do Admirável Novo Mundo dentro do qual nos encontramos, o Cristianismo – e não o ateísmo – é a filosofia indispensável para um empreendimento científico coerente. Isto não significa que os não-Cristãos sejam incapazes de fazer ciência, mas sim que há uma distinção entre fazer ciência e justificar a ciência.

Os não-Cristãos são capazes de fazer ciência igual e melhor que os Cristãos, mas só o Cristianismo é que explica a estrutura ordenada e organizada do universo, e a capacidade humana para entender esse mesmo universo.

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , | Deixe o seu comentário

Bactérias que digerem o nylon são evidência em favor da evolução?

Por Brian Thomas

Bactérias com a capacidade de metabolizar o nylon foram descobertas durante a década 70 do século passado. O nylon é uma substância que foi desenvolvida no século 20, e visto que as bactérias nunca haviam estado expostas a ela, será que a capacidade das bactérias de consumir o nylon demonstra de modo positivo um progresso evolutivo?

Bacteria_NylonA evolução (também conhecida como “macroevolução”) é tipicamente descrita como um processo natural que gera novas estruturas biológicas a partir de material menos organizado, de tal como que (após tempo passado, depois da selecção dos indivíduos mais aptos da população, e depois das mutações) criaturas “simples” tais como a bactéria se transformam em organismos complexos tais como aves. Este processo implica que a história do desenvolvimento da vida é incompatível com aquele que está descrito na Bíblia, onde é reportada a criação totalmente funcional das formas de vida. (Génesis 1:11-27)

Por outro lado, a adaptação (“microevolução”) descreve a capacidade dos organismos de passarem por alterações limitadas através de varias gerações como forma de fazerem um melhor uso dos, ou sobreviver melhor nos, diferentes meios ambientes Os cientistas criacionistas concordam que as criaturas feitas por Deus receberam o potencial para se adaptarem aos diferentes meios ambientes, mas eles avançam com a tese de que estas adaptações têm limites naturais.

As adaptações em resposta ao meio ambiente são observadas na natureza, mas a evolução não.

Muitos apoiantes da teoria da evolução já alegaram que as bactérias com a capacidade de ingerir nylon demonstram o tipo de evolução que pode gerar novas estruturas celulares, novas células, e novos organismos. (1) No entanto, só analisar os traços aparentes, vísiveis e benéficos pode ser enganador. Pesquisas recentes aos genes por trás destas novas capacidades indicam que nenhuma evolução ocorreu. (2) De facto, os genes das bactérias que consomem nylon revelam que eles foram degradados através das mutações.

O gene que sofreu mutações (de modo a permitir as bactérias a metabolizar o nylon) encontra-se num pequeno laço de ADN permutável. (3) Antes da mutação, este gene codificava para uma proteína com o nome de EII que tinha a habilidade especial de quebrar as proteínas pequenas e circularizadas. Embora seja sintético, o nylon é muito parecido às proteínas uma vez que o seu inventor – Wallace Carothers – modelou a fibra original com base no que se sabia sobre a química das proteínas. Logo, depois da mutação, a proteína EII foi capaz de interagir tanto com o nylon circular como o endireitado.

Este é um exemplo claro duma perda de especificação do enzima original. Isto é como destruir o interior duma fechadura de forma a que chaves diferentes a possam, agora, destravar.

Esta degeneração da proteína-consumidora-de-proteína precisou tanto da proteína com a forma especial como do seu gene pré-existente. A degeneração do gene, mesmo quando a mesma disponibiliza um novo benefício para a bactéria, não explica a origem de tal gene. Não se pode construir uma fechadura destruindo as fechaduras já existentes.

As bactérias com a capacidade de consumir o nylon exemplificam, na realidade, a microevolução (adaptação) e não macroevolução. A ciência continua a revelar, no entanto, o quão Benevolente Deus é ao permitir que a bactéria obtenha benefícios com a degradação, e o homem obtenha também benefícios visto que a bactéria pode reciclar o desperdício sintético de volta para o meio ambiente.

http://goo.gl/6P8brm

E_Viu_Deus

Referências:
1. Thwaites, W.M. 1985. New Proteins Without God’s Help. Creation/Evolution. 5 (2): 1-3.
2. Anderson, K.L, and G. Purdom. 2008. A Creationist Perspective of Beneficial Mutations in Bacteria. Proceedings of the Sixth International Conference on Creationism. 3. Pittsburgh PA: Creation Science Fellowship and Dallas, TX: Institute for Creation Research, 73-86.
3. Yasuhira, K. et al, 2007. 6-Aminohexanoate Oligomer Hydrolases from the Alkalophilic Bacteria Agromyes sp. Strain KY5R and Kocuria sp. Strain KY2. Applied and Environmental Microbiology. 73 (21): 7099-7102.
Publicado em Biologia | Etiquetas , , , | 15 Comentários

A variação das espécies

Por Mario Seiglie

Livro_Origem_Das_EspeciesSe por acaso vocês tivessem escrito um livro, será que colocariam um título que não lidasse com o tema do mesmo? Isto pode soar ridículo, mas exactamente isto que Charles Darwin fez. Este ano, 2009 [ed: o ano em que o artigo foi originalmente escrito], marca o bicentenário do nascimento de Charles Darwin (ele nasceu em 1809), e marca também o 150º aniversário do seu famoso livro de 1859 com o título de “A Origem das Espécies”. Se por acaso ainda te encontras na escola, ou se já tiveste aulas de biologia, não só foste bombardeado com a teoria da evolução de Darwin, como também muito provavelmente ela te foi ensinada como verdadeira.

O livro “A Origem das Espécies”, tal como é normalmente abreviado, encontra-se listado como um dos livros mais influentes alguma vez escrito. “A seguir à Bíblia”, afirma o  antropólogo Ashley Montagu, “nenhuma outra obra tem sido tão influente em virtualmente em todos os aspectos do pensamento humano como A Origem das Espécies”. (A Origem das Espécies, 1958, citado na contracapa). No entanto, será que este livro realmente lidou com a origem das espécies ou apenas com a variação das espécies?

É chocante descobrir alguns evolucionistas eminentes a admitir que Charles Darwin nunca chegou a lidar com o tema da origem das espécies. Iremos ler agora algumas destas surpreendentes admissões por parte de alguns cientistas:

“Darwin,” notou o famoso paleontólogo Niles Eldredge, “nunca chegou realmente a discutir a origem das espécies no seu livro ‘A Origem das Espécies’ (Time Frames: The Rethinking of Darwinian Evolution and the Theory of Punctuated Equilibria, 1985, p. 33).

• Escrevendo para a prestigiada revista científica Nature, Eörs Szathmáry admite: “A origem das espécies há já muito tempo que fascina os biólogos. Embora a principal obra de Darwin tenha este título, ela não disponibiliza uma solução para o problema.” (“When the Means Do Not Justify the Ends,” 24 de Junho de 1999, edição online).

“O livro de Darwin,” escreve o biólogo Chris Colby, “tinha o título de A Origem das Espécies apesar de facto dele não chegar a lidar com esta questão; passados que estão 150 anos, a forma como as espécies se originaram ainda é, em larga medida, um mistério” (Introduction to Evolutionary Biology, 1996, edição online).

• O famoso evolucionista Douglas Futuyma revela: “Uma das maiores ironias da história da biologia é que no seu livro A Origem das Espécies, Darwin não chegou explicar a origem de novas espécies visto que ele não sabia como definir uma espécie. De facto, o livro ‘A Origem’  estava mais focado na forma como uma espécie única poderia mudar com o tempo, e não como uma espécie se poderia proliferar em muitas.” (Science on Trial, 1983, p. 152).

“E assim começa o livro a Origem das Espécies,” explicam os biólogos Jerry Coyne e H. Allen Orr em relação ao livro de Darrwin, “cujo título e o primeiro parágrafo dão a ideia de que Darwin irá dizer muito sobre a especiação [a criação de espécies novas]. No entanto, este magnum opus permanece em larga medida silencioso em torno do ‘mistério dos mistérios’, e o pouco que ele diz sobre este mistério é considerado pela maioria dos biólogos evolucionistas como confuso ou errado.” (Speciation, 2004, p. 9).

“Tal como o Professor Ernst Mayr de Harvard a dada altura ressalvou, ‘o livro com A Origem das Espécies não é, na verdade, sobre isso,'” salienta o autor Gordon Taylor, “ao mesmo tempo que o Professor Simpson, seu colega, admite: ‘Darwin falhou ao não resolver o problema indicado pelo título da sua obra.’ Vocês podem ficar surpreendidos em saber que A Origem das Espécies continua a ser um mistério nos dias de hoje, apesar dos esforços de milhares de biólogos. O tópico tem sido o foco principal de atenção e está assolada por controvérsies sem fim.” ( The Great Evolution Mystery, 1983, p. 140).

O verdadeiro assunto do livro A Origem das Espécies

Se o famoso livro da Darwin não lidou com a origem das espécies, então de que é que ele fala? O mesmo centrou-se na variação dentro das espécies, ou na forma como as adaptações podem surgir dentro das formas de vida. Mas, claro, se Darwin tivesse dado o título mais correcto de “A Variação das Espécies”, e se ele se tivesse limitado a discutir as evidências claramente disponíveis, o seu livro dificilmente teria recebido qualquer tipo de atenção por parte da comunidade científica ou mesmo por parte do público. Só quando ele desafiou a noção Dum Criador das formas de vida, e colocou em Seu lugar uma teoria que fala dos organismos a desenvolverem-se sem a necessidade do Criador, é que ele obteve notoriedade.

Tal como o professor de ética teológica Benjamin Wiker salienta:

Que a evolução tenha que ser sem-Deus de forma a poder ser científica, é o Mito de Darwin – algo tão enganador que tem que ser qualificado de mentira, e uma que infelizmente se encontra no centro da sua vida e do seu legado. (The Darwin Myth, 2009, p. xi).

A ideia de Darwin não era nova; o poeta e filósofo Romano Lucrécio havia já declarado que tudo no esfera natural era explicável através de meios naturais – e que atribuir qualquer fenómeno à intervenção sobrenatural era superstição. A suposição-chave de Darwin era de que, através da variação e da selecção natural, todos os tipos distintos de criaturas poderiam surgir naturalmente. Mas o que ele realmente descobriu nada mais foram princípios biológicos limitados que controlam a microevolução (alterações dentro do tipo, tal como descrito em Génesis, que muito provavelmente é algo mais alargado que a actual definição de espécie), e não aqueles princípios que lidam com a macroevolução (a alteração dum tipo para outro).

Mais uma vez, se Darwin se tivesse limitado às evidências existentes, ele teria revelado dados biológicos interessantes, mas nada de importante. No entanto, o que ele fez foi extrapolar as evidências conhecidas de modo a promover uma conclusão largamente não-compravada e especulativa. Tal como Phillip Johnson, um dos fundadores do movimento do design inteligente, revela:

Se as variações relativamente pequenas fossem o ponto importante da teoria da evolução, não existiria qualquer tipo de controvérsia visto que até o fundamentalista Bíblico mais estrito seria um evolucionista. Obviamente que a evolução é muito mais que a variação dentro das espécies. O ponto importante é se a criação de cães e os exemplos em torno dos bicos de tentilhões ilustram o processo que originalmente criou os animais. ( Defeating Darwinism by Opening Minds, 1997, p. 57).

Será que Darwin sabia o que fazia quando deturpou o títluo e o conteúdo do seu livro? Podemos julgar isto analisando as sus próprias palavras:

• Falando do seu livro, Darwin admitiu ao seu colega cientista que, “Estou totalmente ciente que as minhas especulações vão para além dos limites da verdadeira ciência  (N.C. Gillespie, Charles Darwin and the Problem of Creation, 1979, p. 2).

• A dada altura Darwin escreveu a um amigo que ele orgulhava-se de ser um perito na “arte-mestre da contorção” (Life and Letters of Charles Darwin, Vol. 2, p. 239).

• Darwin confessou o seguinte a alguns amigos cientistas: “É um mero trapo hipotético com falhas e buracos, mas também com partes correctas…. com este trapo posso carregar os meus frutos até ao mercado”. A outro colega Darwin escreveu; “Dediquei a minha vida a uma fantasia”. (Adrian Desmond and J. Moore, Darwin: The Life of a Tormented Evolutionist, 1991, pp. 475-477).

O fruto que ele queria comercializar era a sua teoria da evolução, que incluia em si um ataque directo às noções prevalecentes de Deus, Cristianismo e da Bíblia. E que fruto venenoso ele se tornou.

Darwin pode ter sido esperto e enganador, mas as evidências em  favor da sua teoria não são suficientes. Um paleontólogo de Harvard, contemporâneo de Darwin, que nunca aceitou a teoria da evolução – Louis Agassiz – declarou o seguinte em relação aos escritos de Darwin:

As possibilidades foram assumidas como forma aumentarem as probabilidades, e as probabilidades foram então promovidas a certezas. (citado em H. Enoch, Evolution or Creation, 1966, p. 335).

No entanto, tal logro de teoria científica prossegue virtualmente sem contestação nas escolas públicas e nas universidades. Ela tornou-se um ídolo sagrado que não pode ser alvo de críticas nos média (nem nas escolas) sem que o crítico sofra consequências terríveis. Para além disso, esta teoria teve um impacto negativo, especialmente no mundo ocidental. Esta ideologia fomentou um crescimento do ateísmo, e contribuiu para o aparecimento das guerras bárbaras levadas a cabo por Hitler e Stalin. Claro que se as pessoas são ensinadas de que eles nada mais são que animais, é mais do que normal que eles comecem a agir precisamente como animais.

Benjamin Wiker explica:

Com o Darwinismo, os intelectuais Alemães encontraram a validação científica para a noção de que o conflito racial, ou, para ser mais correcto, a subordinação ou eliminação das raças inferiores, era uma tarefa necessária para a salvação do mundo da degradação evolutiva, e mais ainda, para o avanço físico, moral e intelectual da humanidade. Isto não foram ideias que os intelectuais Alemães distorceram para fora do seu contexto a partir de aberrações ou ramificações. Estas ideias vieram directamente de Darwin. (The Darwin Myth, 2009 , p. 154).

Portanto, não se deixem enganar com os argumentos totalmente falhos em torno da teoria da evolução. Muitos podem estar a celebrar o bicentenário de Darwin, e a acreditar na teoria fatalmente errada “moléculas-para-homem”, mas os pensadores verticais não têm que se deixar enganar. Leiam Romanos 1:18-32 para verem o que está a acontecer com a nossa sociedade como consequência daqueles que se recusam a reconher a honrar a Deus como o Verdadeiro Criador.

http://goo.gl/F7VjNJ

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , | 69 Comentários

Evolucionistas admitem censurar críticas a teoria da evolução

Por Casey Luskin

Se por caso pensas que a Teoria do Design Inteligente (TDI) não está a ter um impacto dentro da ciência evolutiva, então tens que reformular esse pensamento. A mais recente publicação da Nature tem uma refutação ponto-por-ponto à questão “Será que a teoria da evolução precisa duma reformulação?”

DCF 1.0Respondendo com um “Sim, e urgentemente” encontram-se Kevin Laland (professor de biologia evolutiva e comportamental na Universidade de St. Andrews), Tobias Uller, Marc Feldman, Kim Sterelny, Gerd B. Müller, Armin Moczek, Eva Jablonka, e John Odling-Smee — alguns dos quais foram membros do ínfame “Altenberg 16.”

Dentro deste contexto, eles deram início ao que eles qualificaram de “Extended Evolutionary Synthesis” (“EES”), que é, essencialmente, uma nova sintese evolutiva que rejeita alguns princípios fundamentais do neo-Darwinismo (tais como a selecção natural como força dominante a guiar a evolução, ou a existência duma “árvore da vida”). O seu artigo contém uma admissão surpreendentemente franca: alguns cientistas evitam criticar a evolução neo-Darwiniana temendo gerar a aparência de estarem a apoiar a TDI:

O número de biólogos a apelar por uma mudança na forma como a evolução é conceptualizada está a crescer rapidamente. Um apoio forte vem de disciplinas aliadas, particularmente a biologia do desenvolvimento, mas também da genómica, epigenética, ecologia e ciências sociais. Nós apoiamos a tese de que a biologia evolutiva precisa duma revisão se por acaso ela quer obter algum tipo de benefício pleno destas outras disciplinas.

No entanto, o acto de mencionar a EES normalmente evoca uma reacção emotiva, até hostil, por parte dos biólogos evolucionistas. Com relativa frequência, discussões vitais baixam para a acrimónia, com acusações de confusão ou má-representação. Muito provavelmente assombrados com o espectro do design inteligente, os biólogos evolucionistas querem exibir uma frente unida contra aqueles que são hostis para ciência. Alguns podem temer que venham a receber menos financiamento ou reconhecimento se por acaso aqueles que se encontra do lado de fora – tais como psicólogos e biólogos do desenvolvimento – inundem a sua área cientifica.

(Kevin Laland, Tobias Uller, Marc Feldman, Kim Sterelny, Gerd B. Müller, Armin Moczek, Eva Jablonka, and John Odling-Smee, “Does evolutionary theory need a rethink? Yes, urgently,” Nature, Vol. 514:161-164 (9 de Outubro de 2014))

Esta não é a primeira vez que temos notícia deste tipo de admissão (ver aqui uma discussão). Será que devemos ficar mais encorajados com as palavras destes cientistas? Ou devemos ficar enojados? Por um lado, é perturbador ouvir que os biólogos censuram-se a eles mesmos simplesmente porque não gostam da alternativa – que eles classificam como sendo “hostis para ciência”. Isto revela que o campo da biologia evolutiva encontra-se num estado incrivelmente debilitado.

O dogmatismo em torno da teoria da evolução impede o avanço científico. Se os biólogos evolucionistas censuram-se a eles mesmos, o que é que eles fazem aos cientistas que não se alinham com a “frente unida”? A resposta está bem à nossa frente: eles marginalizam-nos, qualificando-os de “hostis para a ciência”.

Por outro lado, é encorajador ouvir a admissão de que muitos biólogos reconhecem que a síntese neo-Darwiniana falha ao não explicar os dados. Embora muitos destes biólogos busquem concepções materialistas alternativas à teoria da evolução, e rejeitem o design inteligente, muitas das críticas que eles estão a fazer são semelhantes às críticas feitas pelos defensores da TDI. Por exemplo, Laland et al. prosseguem, escrevendo:

A teoria da evolução standard [“Standard evolutionary theory” = SET] retém em larga escala as mesmas pressuposições da síntese original, e esta continua a canalizar a forma como as pessoas olham para a teoria da evolução. A história que a SET diz é simples: novas variações surgem através das mutações genéticas; a selecção natural é a causa única das adaptações (o processo através do qual os organismos se tornam bem adaptados aos seus meios ambientes). Dentro desta visão, a complexidade do desenvolvimento biológico – as modificações que ocorrem à medida que o organismo cresce e amadurece – são de importância secundária, e até de importância menor.

No nosso ponto de vista, este foco “gene-cêntrico” falha ao não levar em conta toda a gama de processos que controlam a evolução. Entre as peças em falta encontram-se a forma como o desenvolvimento físico influencia a geração de variações (viés no desenvolvimento); a forma como o ambiente molda directamente os traços dos organismos (plasticidade); a forma como os organismos modificam os meios ambientes (construção de nichos); e a forma como os organismos transmitem mais que os genes através das gerações (herança extra-genética). Para a SET, estes fenómenos nada mais são que resultados da evolução, mas para a EES elas são também as causas.

Há já muito tempo que os proponentes da TD têm vindo a dizer muitas das mesmas coisas — (…) que a noção de que o gene mudou radicalmente e a matemática inerente a genética de populações da SET, já não é sustentável.

Os proponentes da Teoria do Design Inteligente salientam também o facto de existirem muitos casos de evolução convergente na biologia, algo que se encontra em oposição às previsões do neo-Darwinismo – que alega que a evolução se baseia nas variações aleatórias e não-direccionadas. De igual modo, Laland et al. ressalvam que as “variações não são aleatórias.”

Agora, Laland et al. falham ao não reconhecerem algumas das críticas mais sérias que os próprios biólogos evolucionistas estão a fazer – que a biologia evolutiva não tem uma teoria do generativa. Mas nós já vimos ests tipo de admissão de outros defensores da EES. Por exemplo, quando a Nature cobriu a conferência dos “Altenberg 16″ (2008), citou cientistas de topo a dizer coisas omo:

  • “A origem das asas e a invasão da terra…. são coisas que a teoria evolutiva pouco nos disse.”
  • “Não se pode negar a força da selecção na evolução genética . . . . . mas no meu ponto de vista, isto está a estabilizar e a melhorar formas de vida que se originaram através de outros processos.”
  • “A síntese moderna é espantosamente boa na construção dum modelo para a sobrevivência dos mais aptos, mas não é boa a construir um modelo para o aparecimento dos mais aptos. (Scott Gilbert, Stuart Newman, and Graham Budd quoted in John Whitfield, “Biological theory: Postmodern evolution?” Nature, 455: 281-284 (September 17, 2008).)

Seria bom ler admissões igualmente sérias no artigo de Laland et al., mas isso poder dar crédito ao design inteligente. O melhor mesmo é impor uma auto-censiura, certo?

Fonte: http://goo.gl/MwW7sB

* * * * * * *

Notícias como esta ressalvam o que o evolucionista Michael Ruse afirmou há anos atrás: a teoria da evolução não é uma teoria científica no verdadeiro entendimento do termo, mas sim uma filosofia materialista que se tenta validar com uma interpretação selectiva das evidências. A ciência propriamente dita não se censura a ela mesma quando se depara com evidências que não estão de acordo com uma dada teoria. A teoria da evolução, sim, o que nos faz ver a sua verdadeira natureza religiosa.

Cegos_Surdos_MudosPara nós Cristãos, o facto dos evolucionistas ocultarem os dados que não são do seu agrado (mesmo que sejam descobertos por eles mesmos) só ressalva a inimizade que a natureza caida do ser humano tem por tudo o que está relacionado com a Moral de Deus. Os evolucionistas correctamente inferem que argumentos contra a teoria da evolução são evidencias em favor da criação, e devido a isso, censuram-se a eles mesmos, e censuram as alternativas.

Portanto, se algum evolucionista afirmar que os “criacionistas não publicam artigos revistos por pares”, basta responder que isso deve-se ao facto dos evolucionistas censurarem as alternativas – e censurarem-se a eles mesmos –  sempre que as evidências não estão de acordo com o neo-Darwinismo. Os evolucionistas são livres para ter a sua fé, mas eles não são livres para chamar de “ciência” a essa mesma fé.

1Miquéias 6:12

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , | 27 Comentários

Ateus e o analfabetismo histórico

Por Tim O’Neill

(Capitalização de títulos e referências a Deus e ao Filho de Deus feitas por parte do editor deste blogue)

Em Abril no ano passado, Grundy, o escritor regular deste blogue, postou o texto “A História Não É a Minha Área”, comentando o lançamento da crítica de Bart Ehrman à hipótese Jesus-Mito, Did Jesus Exist?: The Historical Argument for Jesus of Nazareth. Ao contrário da maioria dos historiadores profissionais, muitos ateus consideram o Miticismo de Jesus algo convincente, e muitos estão pouco contentes com facto do Ehrman, alguém largamente céptico e bastante ilustre, a criticar esta ideia. Grundy declarou de modo franco, “Sinceramente, tenho poucos conhecimentos para saber se Jesus existiu ou não!”, embora tenha dito depois “Eu sou de opinião que sim”.

Havendo dito isto, ele deixou bem claro o porquê dele não se deixar impressionar com o facto da esmagadora maioria dos historiadores e outros eruditos relevantes serem totalmente contra a ideia de Jesus ser um mito:

A história não presta. Okay, isto não foi justo, mas essa disciplina nunca foi assunto meu. A minha confiança na exactidão dos eventos históricos cai exponencialmente com a trilha de papel. A ideia de que a História é escrita pelos vencedores salienta os vieses do passado. Livros são queimados. Os registos desaparecem. Em quem é que eu iria confiar como forma de obter um retrato preciso dos eventos que ocorreram há 2,000 anos atrás?

Uma vez que a História *é* a minha área, respondi, fazendo alguns comentários críticos a esta atitude, e falando de alguns detalhes da forma como a História, como disciplina académica, é estudada. Grundy, ao contrário de muitos-assim-chamados “racionalistas” com quem já me deparei através dos anos, ficou feliz em ouvir-me, e convidou-me a expandir os meus pontos de vista neste post-convidado.

Ateus e o Analfabetismo Histórico

Devo começar, no entanto, por salientar que sou um ateu. Tenho sido ateu durante toda a minha vida adulta, sou membro pagante de várias organizações ateístas e cépticas, e tenho um registo de 21 anos a postar em discussões como um descrente. Ressalvo isto porque descobri que quando começo a criticar os meus colegas ateus e a sua compreensão ou a sua historiografia, as pessoas tendem a assumir que sou um tipo de apologista teísta (algo que não tem qualquer seguimento lógico mas que, mesmo assim, ocorre a toda a hora).

Depois de passar mais de 30 anos a observar e a tomar parte em debates em torno da História juntamente com os meus colegas ateus, posso dizer com toda a segurança que a maior parte dos ateus é historicamente analfabeta. Isto não á algo particular dos ateus: eles são tão historicamente ignorantes como a maior parte das pessoas visto que o analfabetismo histórico é, basicamente, a norma. Mas o que isto significa é que quando a maior parte dos ateus (não todos) faz um comentário em torno da História, ou, pior ainda, tenta usar a História em debates em torno da religião, eles fazem isso com um nível de compreensão do assunto que se encontra atrofiado ao nível da escola secundária [ed: ensino médio].

Isto dificilmente é surpreendente visto que a maior parte das pessoas não estuda História depois da escola secundária. Mas isto significa que o seu entendimento relativo a qualquer pessoa histórica, ou assunto histórico, ou evento histórico, é (tal como com a maior parte das pessoas) baseado em lições escolares mal-lembradas, um ou outro documentário televisivo e baseado na cultura popular: na sua maioria, novelas e filmes. É por isso que a maior parte dos ateus (tal como a maioria das pessoas) tem um entendimento da História que é, para dizer de modo franco, uma porcaria.

Pior ainda, isto significa também que a maior parte dos ateus (mais uma vez, tal como a maior parte das pessoas) tem um entendimento da forma como a História é estudada, e das técnicas de análise e síntese histórica que está, também, atrofiado ao nível da escola secundária – isto é, virtualmente inexistente. Com poucas excepções louváveis, os professores de História das escolas secundárias ainda tendem a reduzir a História a factos e datas organizadas segundo temas ou tópicos mais abrangentes.

A forma como podemos saber o que aconteceu no passado, com que nível de certidão podemos vir a saber isto, e as técnicas usadas para se chegarem a estas conclusões raramente são mais que tocadas ao nível secundário. Isto significa que quando o ateu comum (e mais uma vez, tal como a pessoa comum) se apercebe que o nosso conhecimento do passado não é tão directo é óbvio como o sr Wilkins, o nosso professor de História, nos fez pensar que era, ele tende a rejeitar tudo, qualificando tudo como algo altamente incerto na melhor das hipóteses, ou discurso subjectivo na pior das hipóteses. Ou, como disse Grundy, como uma “porcaria”.

Esta rejeição é mais pronunciada junto dos ateus porque muitos deles (mas não todos) chegam ao ateísmo devido ao seu estudo da ciência. A ciência parece muito exacta quando comparada com a História. Na ciência, podem-se gerar hipóteses e testá-las; na ciência, podemos de facto provar as coisas. As proposições científicas são, por definição, falsificáveis. Comparado com a ciência, a História pode parecer ser algo aleatório, onde cada pessoa pode muito bem alegar o que bem entender.

História e Ciência

BussolaNa verdade, a História é de facto uma disciplina académica muito rigorosa, com as suas regras e as suas metodologias tal como as ciências exactas. Isto não quer dizer que seja ciência. Ela é ocasionalmente referida como uma, especialmente na Europa, mas isto é no sentido mais alargado da palavra: como uma “forma sistemática de organizar e analisar o conhecimento”. Mas antes de analisarmos a forma como o método histórico funciona, pode ser útil analisar a forma como as ciências são diferentes da Historia.

As ciências exactas fundamentam-se no princípio da indução probabilística. O cientista usa uma abordagem indutiva, ou “bottom up” [“de baixo para cima”], como forma de operar a partir de observações particulares específicas (“os ratos injectados com esta droga adquirem menos gordura”) para proposições mais genéricas (“esta droga está a reduzir o seu apetite”). Estas proposições são falsificáveis a partir de testes empíricos como forma de colocar de parte outras explicações para as particularidades (“a droga está a aumentar o seu metabolismo” ou “estes ratos estão mais stressados por serem picados com seringas”) e como tal, podem ser testadas.

Tudo isto é possível nas ciências exactas devido a algumas leis de causa e efeito bem estabelecidas que formam a base deste tipo de indução. Se alguma coisa está a afectar os ratos mencionados nos meus exemplos anteriores, numa situação de igualdade, isso irá afectá-los da mesma forma amanhã. Isto permite que o cientista opere a partir da indução de modo a fazer uma avaliação da causa provável através duma avaliação empírica e fazê-lo com um elevado grau de confiança. As suas avaliações podem ser confirmadas por outras pessoas porque as aferições empíricas são controladas e duplicáveis.

Infelizmente, nada disto funciona para o estudo do passado. Os eventos, quer sejam grandes ou pequenos, ocorrem e depois desaparecem. O historiador só pode avaliar a informação relativa a eles através dos traços que – se tivermos sorte – esses eventos deixam por trás de si. Mas ao contrário dum pesquisador das ciências exactas, um historiador não pode repetir a queda do Império Romano Ocidental através duma série de experiências controladas em laboratório. Ele nem sequer consegue observar os eventos, da mesma forma que um zoólogo pode observar o comportamento dum grupo de gorilas, e extrair as suas conclusões.

Para além disso, não existem leis e princípios bem definidos (excepto num sentido bem alargado e genérico) que lhe permitam, por exemplo, simular os efeitos da ascenção da máquina impressora ou decidir o percurso exacto da queda de Napoleão da mesma forma que um físico teórico pode com a composição duma galáxia distante ou a formação duma estrela morta há muito tempo.

Tudo isto leva a que alguns ateus, que caíram vítimas da falácia do cientificismo rejeitando tudo o que não pode ser conclusivamente “provado”, rejeitem a ideia de algum grau de certeza em relação ao passado. Esta é uma posição extrema e raramente é uma posição consistente. Tal como já salientei a algumas pessoas que alegaram este nível de cepticismo histórico, acho difícil aceitar que eles mantenham esta posição quando lêem um jornal, embora eles devessem ser igualmente cépticos em torno do facto de saberem sobre o acidente que ocorreu ontem, tal como o são em relação à revolução que ocorreu há 400 anos atrás.

O Método Histórico

Só porque a História não é uma ciência exacta não significa que ela não nos possa dizer nada sobre o passado, e nem significa que ela não possa dar algum grau de certez em relação a esse mesmo passado. Historiadores antigos tais como Heródoto estabeleceram as raízes dos métodos usados pelos pesquisadores históricos modernos – embora os historiadores só tenham a começar a desenvolver uma metodologia sistemática com base em princípios acordados a partir da parte final do século 18 para frente, usando  as técnicas de Barthold Niebuhr (1776-1831) e Leopold von Ranke (1795-1886).

O Método Histórico baseia-se em três passos fundamentos, cada um deles com as suas técnicas:

1. Heurístico – Isto é a identificação do material relevante para uso como fontes de informação.

Isto pode variar do óbvio, tais como a descrição dos eventos por parte dum historiador que observou os eventos pessoalmente, até aos menos óbvios, como por exemplo, o livro de registo dum solar medieval detalhando compras para o estado. Tudo, desde achados arqueológicos, a moedas, até à heráldica, pode ser relevante aqui. A palavra chave aqui é “relevante”, e existe um elevado nível de perícia na forma como se escolhem as fontes de informação que são pertinentes para o assunto em questão.

2. Criticismo – Este é o processo de apreciação das fontes à luz da questão a ser respondida ou do sujeito a ser analisado.

Ele envolve coisas como determinar o nível de “autenticidade” da fonte (É o que ela parece ser?), a sua “integridade” (A sua descrição dos eventos é fiável? Quais são as suas ideias pré-concebidas?, o seu contexto (Qual é o seu estilo? Está ela a responder ou a reagir a outra fonte? Está ela a usar tropos literários que têm que ser analisados com cepticismo?).

As evidências materiais, tais como a arqueologia, a arquitectura, a arte, as moedas, etc, têm que ser fortemente contextualizadas como forma de serem entendidas. As fontes documentais precisam também de ser cuidadosamente contextualizadas – as condições sociais da sua produção, o seu propósito intencional, a sua intenção polémica (se tiver alguma), o motivo que levou à sua produção (mais importante quando se analisa um discurso político do que quando se analisa uma certidão de nascimento, por exemplo), o seu público-alvo, o pano de fundo e propensões do autor (se se souber quem é o autor) tem que ser levado em conta.

3.  Síntese e Exposição – Aqui é feita a declaração formal dos resultados provenientes do 1º e do 2º passo, com cada um dos resultados suportada pela referência às evidências relevantes.

A diferença principal entre este método e o método usado pelas ciências exactas é que o pesquisador coloca sistematicamente à disposição todo o seu material, a sua análise e as conclusões, mas estas conclusões são uma avaliação subjectiva de probabilidade, e não uma declaração objectiva de indução probabilística. Esta subjectividade é o que muitas pessoas com treino científico qualificam de diferente dentro da História, o que lhes leva a rejeitar esta disciplina como insubstancial.

Mas o ponto importante a entender é que os historiadores não trabalham rumo a uma declaração absoluta em torno do que definitivamente aconteceu no passado, visto que isto, de modo geral, é impossível excepto em pontos triviais (por exemplo, não existem dúvidas que Adolfo Hitler nasceu no dia 20 e Abril de 1889). Em vez disso, o historiador trabalha rumo ao que tem o nome de “o argumento em favor da melhor explicação”. Dito de outra forma, o argumento que melhor explica a maior parte das evidências relevantes com o menor número de suposições. Isto significa que o Princípio da Parcimónia, também conhecido como a Navalha de Occam, é a chave da análise histórica; os historiadores favorecem sempre a interpretação mais parcimoniosa que justifica a maior parte das evidências disponíveis.

Por exemplo, em relação à existência de Jesus, é muito mais parcimonioso concluir que a Figura Cristã de “Jesus Cristo”  evoluiu das ideias dos seguidores dum Histórico Pregador Judeu, visto que todas as evidências anteriores que temos à nossa disposição revelam que este “Jesus Cristo” foi um Pregador Histórico que foi executado em meados de 30 AD.

As pessoas já tentaram propor origens alternativas para a Figura de “Jesus Cristo”, propondo a existência duma seita Judaica anterior que acreditava numa figura puramente celestial que foi, mais tarde,”historicizada” numa figura terrena e histórica. Mas não existem evidências de tal seita proto-Cristã, e nem existem motivos para que seita tenha existido e desaparecido sem deixar qualquer evidência nos registos históricos. É por isso que os historiadores qualificam as hipóteses “Mito de Jesus” pouco convincentes – elas não são a forma mais parcimoniosa de olhar para as evidências, e elas exigem e requerem, que geremos suposições do tipo “e se?” como forma de evitar que elas entrem em colapso.

Formas Através das Quais os Ateus (Ás Vezes) Não Entendem a História.

Gerir este processo de análise histórica sistemática exige treino, práctica e um certo nível de perícia. Sem isto, é muito fácil fazer algo que parece ser uma análise histórica e obter conclusões falhas.

Tomemos como exemplo o processo heurístico inicial. Já me deparei com muitos ateus que não aceitam um Jesus Histórico com base na alegação de que “não existem referências contemporâneas a Ele, e todas as referências que existem são boatos tardios”, ou até que “não existem registos da Sua carreira por parte de testemunhas oculares”.

Portanto, eles [os ateus] invalidam todas as evidências que temos, que se referem a Jecus Cristo, com base na tese de que não são contemporâneos e/ou não são de testemunhas oculares. Mas se nós rejeitássemos qualquer referência a uma personagem antiga, medieval ou pré-moderna usando esta metodologia, teríamos que abandonar de modo efectivo o estudo da História antiga: não temos evidências contemporâneas da maior parte das pessoas do mundo antigo, e como tal, isso faria com que a maior parte das nossas fontes fossem inválidas, o que claramente é um absurdo.

Dado que não temos fontes provenientes de testemunhas oculares de figuras muito mais proeminentes, tais como Aníbal, esperar que existam tais registos provenientes de testemunhas oculares ou de fontes contemporâneas em torno Dum Pregador Camponês como Jesus é claramente ridículo. Nenhum historiador do mundo considera isto uma heurística histórica válida.

Os ateus podem frequentemente fazer também erros básicos como estes na sua crítica as fontes. Não há falta de material lúrido em torno dos horrores da Inquisição, com livros inteiros a detalhar as torturas vis e a disponibilizar relatos de centenas de milhares de vítimas infelizes a serem entregues às chamas por parte da Igreja Católica. No passado, escritores do século 19 assumiram a veracidade destas fontes e até o princípio do século 20, esta era essencialmente a história da Inquisição encontrada nos livros escolares, especialmente na esfera Anglófona (isto é, consideravelmente Protestante).

A maior parte deste relatos tinham como base fontes que tinham preconceitos enormes – na sua maioria, material polémico Protestante dos séculos 16 e 17, produzido na Inglaterra que, como inimigo político, religioso e económico de Espanha, dificilmente iriai gerar registos imparciais do uso da Inquisição por parte da igreja e da coroa Espanhola.

O uso desleixado deste material gera uma visão inimiga e distorcida da Inquisição, visão essa que foi consideravelmente refutada através duma análise cuidadosa das fontes de origem e dos registos da Inquisição. O resultado disto é que sabe-se hoje que durante os 160 anos de operação em Espanha, a Inquisição resultou na execução de 3,000-5,000 pessoas, não as centenas de milhares alegados por escritores pouco críticos do século tais como Henry Charles Lea. Basear um argumento nos relatos pouco críticos da Inquisição pode ajudar os planos dos ateus, mas isso não deixaria de ser má História.

Finalmente, a síntese e a exposição histórica exigem pelo menos um certo nível de objectividade. Um analista do passado pode ter crenças pessoas com o potencial de prejudicar a sua análise e fazê-los pender para certas conclusões. Pior ainda, estas crenças podem fazer com que eles comecem com certas suposições em relação ao passado, e como tal, fazer com que eles só escolham as evidências que estão de acordo com esta ideia à priori.

Os historiadores batalham para evitar estas coisas, esforçando-se de forma a examinar as evidências segundo os seus méritos, embora os polemistas frequentemente nem se preocupem com esta abordagem objectiva. Com relativa frequência, os ateus podem ser polemistas quando lidam com o passado, só dando valor à informação ou à análise que está de acordo com o argumento contra a religião que estão a usar, ao mesmo tempo que minimizam, rejeitam, ou ignoram as evidências e as análises que não estão de acordo com a sua agenda. Mais uma vez, isto é mau procedimento histórico e raramente tem qualquer outra utilidade que não a de pregar para os já convertidos.

Por exemplo, até ao início do século 20 a história da ciência era popularmente vista como um conflicto de século entre as mentes progressistas científicas a tentar avançar o conhecimento e o progresso humano, mas a serem constantemente perseguidas e suprimidas pelas forças religiosas retrógradas determinadas a atrasar o progresso científico.

Mais uma vez, a meio do século 20, os historiadosres re-avaliaram esta ideia generalista e rejeitaram a que é hoje conhecida como a “Tese do Conflicto”, apresentando uma análise mais complexa, cheia de nuances e mais sólida do desenvolvimento a ciência que revela que, embora tenham existido conflictos ocasionais, que raramente eram tão simples como “ciência contra a religião”, a religião era normalmente neutral na análise racional do mundo físico, e frequentemente deu o seu apoio activo.

Conflictos abertos, tais como o Caso de Galileu, eram a excepçâo e não a norma, e, nesse e em muitos outros casos, esses conflictos eram mais complicados que só a “religião” a suprimir a “ciência”.

Objectividade, Viés e Fábulas Históricas.

Nós ateus e pensadores-livres frequentemente ridicularizamos os crentes devido ao seu pensamento irracional, falta de análise crítica, e tendência de se agarrar a ideias com base na fé quando são confrontados com evidências contrárias. Infelizmente, é muito mais fácil falar de se ser racional, e criticar os outros por não o serem, do que é practicar o que pregamos. Todas as pessoas têm as suas ideias pré-concebidas e o “viés de confirmação” – a tendência de favorecer a informação que confirma as nossas crenças pré-estabelecidaas – é uma inclinação psicológica inata que dificilmente é superada, mesmo quando estamos ciente dele.

Isto significa que os ateus podem ser, em muitos casos, tão maus como os crentes na aceitação de ideias apelativas sem verificar antecipadamente os factos, na preservação  de más-concepções populares mesmo deparado com evidências contrárias, e na aceitação de de histórias simples e bonitas em vez de alternativas confusas, complexas e mais detalhadas que por acaso têm um apoio evidencial mais robusto.

A ideia de que a Igreja medieval ensinou que a Terra era achatada, que Colombo corajosamente desafiou a sua primitiiva superstição Bìblica e provou que eles estavam errados, navegando para a América, é uma boa história. Infelizmente é uma histórica – uma fábula sem qualquer base na realidade.

Já é mau o suficiente o facto de eu ter tido a experiência de observar ateus inteligentes e bem formados a repetir esta história como exemplo da Igreja a impedir o avanço do progresso, sem que eles [os ateus] se tenham preocupado em verificar se isto é verdade. É pior ainda o facto de eu ter encontrado ateus experientes, que já haviam sido confrontados com extensas e claras evidências de que a Igreja ensinou que a Terra era redonda, e que o mito da Terra Plana foi inventado pelo novelista  Washington Irving em  1828, só para os ver a rejeitar a ideia de que o mito estava errado.

Hypatia_3As elegantes fábulas históricas, tais como aquelas onde os Cristãos queimaram a Grande Biblioteca de Alexandria (que eles não fizeram), ou os Cristãos a assassinar Hipatia devido ao ódio que eles tinham do seu conhecimento e da sua ciência (que eles também não fizeram) são parábolas apelativas.

Isto significa que os ateus lutam de forma brava para preservar estas fábulas mesmo quando são confrontados com evidências que elas são contos de fadas pseudo-históricos. Os Fundamentalistas não são os únicos que podem ser dogmáticos em relação aos seus mitos.

Um dos motivos mais importantes para o estudo da História. é que este é um bom método para se entender o porquê das coisas serem como são nos dias actuais entendo o que veio antes de nós. Mas isto só funciona se obtivermos um bom entendimento da forma como podemos saber sobre o passado, os métodos de análise usados, e o material relevante sobre o qual o nosso entendimento se deve fundamentar.

Isto só funciona se lutarmos para colocar de lado o que gostaríamos que fosse verdade juntamente com qualquer preconceito (visto que normalmente estes estão errados), e olhar de forma objectiva para o material. Os ateus que tentam usar a História nos seus argumentos, e não fazem isto, não só acabam por chegar a conclusões erradas, como acabam por ficar tão estúpidos e até tão dogmáticos como os fundamentalistas, e isso não é bonita de se ver.

Tim O’Neill

- http://goo.gl/nV8hsJ

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , | 4 Comentários

Códigos genéticos duplos contradizem teoria da evolução

ADN_CodaoPor Jeffrey Tomkins, Ph.D. em Genética

A descoberta de sequências de ADN que contêm linguagens distintas, cada uma com múltiplos propósitos, é algo totalmente contrário às previsões evolutivas. O que era tido no passado como código redundante está a revelar-se actualmente como algo importante na produção de proteínas. (1)

As proteínas são feitas de sequências de aminoácidos codificadas nas regiões codificadoras-de-proteínas dos genes. Uma descoberta anterior demonstrou que a mesma série de letras de três sequências do ADN que codificam aminoácidos (codão), pode também determinar onde é que as proteinas especializadas que activam genes (chamados factores de transcrição) se vão associar ao ADN no genoma. (2)

No entanto, uma nova descoberta está a atribuir ainda mais funções às sequências de codões e a subverter por completo um antigo e amplamente subscrito mito em torno do genoma e da forma como funciona.

Os codões parecem possuir redundância; as duas primeiras bases na estrutura dos codões são as mesmas, mas a terceira pode variar. Por exemplo, todos os codões GGU, GGC, GGA e GGG codificam para o mesmo aminoácido chamado glicina. Quando os cientistas descobriram pela primeira vez este fenómeno, a variação na terceira base recebeu o nome de “wobble” [oscilação] e, com base na sua ignorância, eles pura e simplesmente relegaram esta variabilidade para a redunância. Dito de outra forma, eles assumiram que todas as distintas variações de codões presentes num dado aminoácido eram funcionalmente equivalentes.

Uma vez que uma cópia de mRNA transcrito de um gene é usado para a construção duma proteína em zonas de maquinaria celular com o nome de ribossomas, intervalos periódicos ocorrem à medida que a proteína é produzida e canalizada para fora através duma estrutura com a aparência dum túnel. A sequência específica, bem como as temporarização das pausas, são cruciais para o dobramento da proteína para a sua respectiva forma tri-dimensional que ocorre no ribossoma durante o processo de construção.

As mais variadas máquinas celulares ajudam durante este processo de dobramento, incluindo o próprio túnel do ribossoma. Uma vez que a tradução (a formação da proteína a partir da transcrição do RNA) e o dobramento da proteína estão associados um ao outro, o processo tem o nome de co-translacional.

Os pesquisadores deste novo estudo revelam que a variabilidade desta terceira base dos codões não é de maneira nenhuma redundante, mas sim um tipo específico de linguagem celular interpretado pelo ribossoma e dizendo-lhe quando efectuar uma pausa e como regular a taxa mediante a qual as proteínas são feitas.

Em última análise, isto tem um efeito no dobramento da proteína para a sua própria forma tri-dimensional. Não só os codões disponibilizam a informação necessária para o aminoácido específico a ser adicionar na produção das proteínas, como a variação dos mesmos codões influencia a informação necessária para regulação do dobramento. Logo, temos dois tipos distintos de informação codificada em linguagens distintas na mesma secção de ADN. Os pesquisadores declaram:

A interpretação dupla permite a montagem da estrutura primária das proteínas ao mesmo tempo que permite dobramentos adicionais através da pausa no processo de tradução.

O que se pensava ser nada mais que uma insignificante redundância revelou-se agora como sendo exactamente o contrário. De facto, os pesquisadores dizem:

A funcionalidade da redundância codónica nega a mal atribuída etiqueta de “degeneração”

CodoesOs autores do relatório estão também maravilhados com tal habilidade e involuntariamente declaram os resultados das suas pesquisas dentro do contexto de design inteligente sofisticado. Eles afirmam que,

…a redundância no código genético primário permite outros códigos adicionais independentes. Associados com os apropriados interpretadores e processadores algorítmicos, múltiplas dimensões de significado, e funcionalidade, podem ser instanciadas dentro da mesma sequência de codão. (3)

Este tipo de jargão descreve de forma essencial uma complexa máquina interpretativa análoga a um computador – algo que é o efeito de design por parte Duma Mente Super-Inteligente – e certamente que não é o efeito de processos aleatórios [evolucionismo].

Claramente, muitos outros mistérios do genoma, normalmente relegados para o papel de sobras duma evolução aleatória, serão brevemente revelados como marcas de engenharia Divina.

Os espantosos resultados da revolução genómica são totalmente destruidores para a síntese evolutiva neo-Darwiniana, e estão totalmente de acordo com o modelo criacionista delineado na Bíblia.

* * * * * * *

A existência de um código dentro das formas de vida é suficiente para se ver que existe Um Criador; a existência de dois códigos coloca a último prego no caixão da teoria da evolução.

Se com este tipo de descobertas científicas os evolucionistas não colocarem (finalmente!) em causa a sua fé nos poderes criativos dos processos aleatórios, então certamente que não será a ciência que os fará mudar de opinião.

Como a base da teoria da evolução é a rejeição do Criador, e não a ciência, então é seguro afirmar que os evolucionistas continuarão a afirmar que a informação genética presente nas formas de vida é efeito de forças aleatórias filtradas pela selecção natural. Para nós Cristãos este tipo de dado científico só vem confirmar a Palavra de Deus:

Pela Palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da Sua Boca. Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em tesouros. Tema toda a terra ao Senhor; temam-No todos os moradores do mundo. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu. – Salmo 33:6-9

A vida é o efeito de Design Inteligente Sobrenatural, e não o efeito de forças aleatórios sem inteligência. As descobertas científicas invariavelmente irão dar mais peso ao que a Bíblia diz, e deve ser precisamente por isso que os evolucionistas fazem todos os possíveis para que o grande publico  se mantenha na ignorância em relação ao que a ciência realmente diz. Cegos_Surdos_Mudos Referências

1. D’Onofrio, D. J. and D. L. Abel. 2014. Redundancy of the genetic code enables translational pausing. Frontiers in Genetics. 5 (140): doi: 10.3389/fgene.2014.00140. 2. Tomkins, J. 2014. Duons: Parallel Gene Code Defies Evolution. Creation Science Update. Posted on icr.org January 6, 2014, accessed April 8, 2014. 3. Tomkins, J. Cells’ Molecular Motor Diversity Confounds Evolution. Creation Science Update. Posted on icr.org April 7, 2014.

Fonte: http://bit.ly/1wUiByf

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , , | 76 Comentários

Paul Davies e a “misteriosa” origem das leis da física

PaulDaviesQuando eu [Paul Davies] era estudante, era assumido que as leis da física se encontravam para além dos limites. O trabalho do cientistas, foi-nos dito, era o de descobrir as leis e aplicá-las – e não questionar a sua origem.

As leis eram tidas como um “facto consumado” – impressas na natureza como uma marca de água colocada no momento do nascimento cósmico – e estabelecidas para sempre.

Logo, para se ser um cientista, tínhamos que ter a fé de que o universo se encontrava governado por leis matemáticas fiáveis, imutáveis, absolutas e universais, mas com uma origem não especificada. Temos que acreditar que estas leis nunca irão deixar de operar, que não acordaremos amanhã só para nos depararmos com o calor a fluir do frio para o quente, ou a velocidade da luz a mudar todas as horas.

Com o passar dos anos, e com relativa frequência, perguntei aos meus colegas físicos o porquê das leis da física serem como são. As suas respostas variavam do “isso não é uma pergunta científica” para “ninguém sabe”. A minha resposta favorita era:

Não existe motivo para as leis da física serem como são – elas pura e simplesmente o.

A ideia de que leis existem sem motivo algum é profundamente anti-racional. Afinal, a essência duma explicação científica para um dado fenómeno é que o mundo encontra-se logicamente organizado e que existem motivos para ele ser assim.

Se nós rastreamos todas estas razões até ao ponto de partida da realidade – as leis da física – apenas para descobrir que a razão nos abandona, isto é gozar com a ciência.

Será que o gigantesco edifício da ordem física que nos observamos no mundo ao nosso redor estar enraizado num absurdo sem razão? Se sim, então a natureza é um pedaço de engano diabolicamente inteligente: a ausência de sentido e o absurdo de alguma forma mascarados de ordem e racionalidade engenhosa.

Fonte: http://on.fb.me/10r3vTX

* * * * * * * *

Claro que para o Cristão, a origem das leis da natureza e a sua fiabilidade não são mistério algum. As leis são como são porque o universo é o efeito do Poder Criativo do Deus da Bíblia. O motivo pelo qual os físicos seculares evitam levantar questões em relação à origem das leis da natureza prende-se com facto deles estarem bem cientes onde é que tal pergunta termina – na Teologia Cristã.

Portanto, assim declara YAHWEH: “Se os céus em cima puderem ser medidos e os alicerces da terra embaixo puderem ser sondados, então Eu rejeitarei toda a linhagem de Israel, por tudo quanto eles têm praticado ao longo do tempo”, afirma o SENHOR.
Jeremias 31:37

Paul_Davies

Publicado em Biologia | Etiquetas , , , , , , , , , | 23 Comentários