Será que as bactérias evoluem resistência aos antibióticos?

BacteriaÉ frequente as aulas de Biologia fazerem a alegação de que “a evolução já foi observada” em certo micróbios-germes uma vez que, com o passar do tempo, eles passam a resistir a certos antibióticos. Por exemplo, actualment a penicilina é globalmente menos eficaz do que o era no passado. Como consequência disso, foi necessário desenvolver drogas mais fortes e mais potentes, cada uma delas com benefícios iniciais, mas que, com o passar do tempo, são substituídas por drogas ainda mais potentes. Hoje em dia, os “super-germes” desafiam o tratamento.

Pode-se perguntar: será que estes germes unicelulares “evoluiram”? E será que isto prova que organismos unicelulares evoluíram para plantas e pessoas?

Como é normal, temos que distinguir a variação, a adaptação e a recombinação de traços já existentes (a erradamente chamada de micro-“evolução”), do aparecimento de novos genes, novas partes corporais e novos traços (isto é, macro-evolução, que é a evolução que todos temos em mente). Uma vez que cada  espécie de germes continuou a ser da mesma espécie e nada de novo foi produzido, então a resposta é “não!”, os germes não evoluíram e a resistência aos antibióticos não confirma a tese de que organismos unicelulares evoluíram para plantas e pessoas.

Eis aqui a forma como as coisas funcionam: numa dada população de bactérias, muitos genes encontram-se presentes e eles expressam-se duma variedade de formas e maneiras. Num ambiente natural, os genes (e os traços) misturam-se livremente mas quando as bactérias deparam-se com antibióticos, a maior parte delas morre. Algumas, no entanto, e através de alguma recombinação genética fortuita, têm resistência ao antibiótico.

Aquelas bactérias com esta resistência ao antibiótico passam a ser, consequentemente, as únicas que sobrevivem e as únicas que se reproduzem, fazendo com que todos os seus descendentes tenham dentro de si a mesma resistência antibiótica.. Com o passar do tempo, virtuamente todas as bactérias passam a ter a mesma resistência, o que faz com que a população deixe de produzir bactérias sensíveis ao antibiótico (isto é, aquelas que ainda podem ser atacadas pelo antibiótico).

Nenhuma informação genética nova foi criada.

Evidentemente, quando a bactéria se encontra sob stress, alguns micróbios entram em modo de mutação, produzindo rapidamente uma variedade de estirpes, aumentando desde logo as probabilidades de alguma dessas estirpes sobreviver ao stress. Isto gerou algumas áreas de especulação para os criacionistas, mas isto ainda mitiga contra a teoria da evolução. Existe um tremendo alcance de potencial genético já presente na célula, mas a bactéria Escherichia coli antes do stress e da mutação continua a ser uma bactéia Escherichia coli depois da mutação; uma variação menor ocorreu, mas não houve qualquer tipo de evolução.

Para além disso, já ficou provado que a resistência a muitos dos antibióticos modernos já se encontrava presente nas bactérias antes da sua descoberta. No ano de 1845, marinheiros duma infeliz expedição ao Ártico foram enterrados no pergelissolo [inglês: "permafrost"] e permaneceram profundamente congelados até que os seus corpos foram exumados em 1986. A preservação foi tão completa que seis estirpes de bactérias do século 19 encontradas adormecidas dentro do conteúdo dos intestinos dos marinheiros foram ressuscitadas.

Quando estas bactérias do século 19 foram testadas, apurou-se que elas já tinham resistência a muitos antibióticos modernos, incluindo a penincilina (embora alguns destes mesmos antibióticos só tenham sido criados/descobertos bem depois do século 19). Isto demonstra que essa resistência já se encontrava na população das bactérias, e tudo o que essa resistência precisava para ser geneticamente expressa era algum tipo de stress exterior (por exemplo, exposição a um tipo de antibiótico).

Uma vez que a resistência já se encontrava na população de bactérias antes dela ser exposta aos antibióticos, isto demonstra também que a resistência não foi “evolução em acção” mas sim uma recombinção de informação genética que já existia ANTES da bactéria se deparar com esse antibiótico. Estes traços obviamente já estavam presentes antes da descoberta dos antibióticos, e desde logo, a evolução nunca pode ser creditada por um fenómeno que tem uma explicação não-evolutiva (Medical Tribune, December 29, 1988, p. 1, 23).

Resumindo, as mutações, as adaptações, a variação, a diversificação, as mudanças populacionais e as transferências genéticas laterais ocorrem, mas nenhum destes fenómenos científicos é contra o criacionismo e nenhum deles serve de evidência para a tese de que répteis evoluíram para pássaros e que animais terrestres evoluíram para baleias. Qualquer evolucionista que use a resistência aos antibióticos como evidência em favor da teoria da evolução está a mentir, ou é um desconhecedor dos factos (ou ambas).

Modificado a partir do original – http://bit.ly/1nuUkuX

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A cegueira universal dos evolucionistas

Há alguns meses atrás tivemos o azar de atrair para o nosso blogue uma figura que claramente não deixou saudades O evolucionista, Jónatas de nome, usou e abusou das tradicionais mentiras que actualmente ocupam a maior parte dos livros que deveriam ser de Biologia e não de naturalismo.

Não contente em ter sido publicamente desmascarado pelos comentadores do blogue, o evolucionista Jónatas lançou um “desafio” num blogue onde ele aparentemente é membro activo na posição de editor. Nas linhas que se seguem iremos analisar mais alguns dos erros que ele insiste em propagar pela internet. Ele começa:

Criacionismo ou Teoria da Terra Jovem é a crença religiosa de que o Universo, a Terra e toda a vida terrestre foram criados por atos diretos do Deus Abraâmico durante um período relativamente curto de tempo, em algum momento entre 5.700 e 10.000 anos atrás. [wikipedia].

Antes de mais nada, a noção de “Deus Abraâmico” é uma que os Cristãos nunca deveriam usar visto que a mesma associa o islamismo com o Cristianismo, quando a fé Cristã é totalmente distinta das demais orientações religiosas, incluindo o islão. Na minha opinião ou se usa o termo “Deus da Bíblia” ou apenas e só “o Criador”.

Muitos anti-Cristãis tentam invalidar o Cristianismo usando os erros islâmicos como evidência, e como tal, é de suprema importância nunca deixar que YHWH seja associado com Alá dos maometanos.

Devo lembrar que. embora essa forma de visão criacionista seja a mais comum, ela não é a única – há outras como o criacionismo de terra-antiga, que aceita os bilhões de anos adotando apenas o Deus Abraâmico como autor de todos os processos naturais. Os criacionistas de terra-antiga geralmente são atacados pelos de terra  -jovem acusados de distorcer a literalidade bíblica (gênesis).

Esta é outra tentativa de fazer passar a ideia de que a visão criacionista Bíblica é apenas mais uma entra a variedade das visões criacionistas. Mesmo que isso seja verdade, é irrelevante. Se ele está a falar sobre as coisas que os Criacionistas Bíblicos defendem, ele tem que ser moralmente honesto e focar-se exclusivamente nisso.

Mas se ele vai usar essa forma de pensar, nós também podemos fazer o mesmo em relação à sua fé evolucionista. Se ele quer dividir a noção cientifica de criação em vários entendimentos religiosos, então ele tem que fazer o mesmo em relação à teoria da evolução.

Não só a teoria da evolução é uma religião, tal com o eminente filósofo evolucionista Michael Ruse afirma, mas a mesma pode ser subdividida em várias “seitas”: existem os ateus evolucionistas, os evolucionistas teístas, os evolucionistas da Nova Era, os evolucionistas astrólogos (quase todos os astrólogos da Nova Era acreditam numa variação da teoria da
evolução), evolucionistas que consultam os cristais, evolucionistas Raelianos, evolucionistas Marxistas, evolucionistas Nazis, etc, etc. Qual destas várias (e muitas vezes discordantes) versões evolutivas o Jónatas defende? Não sabemos, mas de certeza que ele nos dirá num futuro próximo.

O Criacionismo, no geral, é uma pseudociência baseada em crença religiosa e fundamentalismo bíblico

O evolucionista Jónatas afirma que o criacionismo é uma “pseudo-ciência” baseada em “fundamentalismo Bíblico”, mas ele revela falta de conhecimento do que é a ciência e do que é o fundamentalismo Cristão. Antes de mais, se o criacionismo é uma “pseudo-ciência”, então muito mais o é a teoria da evolução visto que a primeira está de acordo com os dados e a segunda é refutada pelos dados.

Segundo: o critério de “ciência” de Jónatas é um semelhante a “aquilo que a maioria dos cientistas defende” e não “aquilo que está de acordo com os dados e com as evidências”. Logo, chamar de “pseudo-ciência” ao criacionismo só é possível se se tiver uma definição de ciência que não está de acordo com a definição histórica de ciência (busca pela verdade e pelo conhecimento)

Terceiro: o Jónatas deveria estudar mais sobre o que é o “fundamentalismo Cristão” para ele e ver que o mesmo nada mais é que a ortodoxia Cristã.  O termo “Cristão Fundamentalista” surgiu por volta do início do século 20, finais do século 19,  quando um grupo de Cristãos escreveu uma série de documentos em defesa das crenças centrais  da fé Cristã, numa altura que a mesma estava a ser atacada pela escola liberal maioritariamente Alemã. Portanto, um “Cristão fundamentalista” ou “fundamentalismo Cristão” são expressões redundantes visto que todo o Cristão acredita nos fundamentos da fé Crista e todo o Cristão é, por definição, “fundamentalista”.

junto com suas formas principais, o Design Inteligente e a Geologia do dilúvio, ela contradiz o consenso científico em geologia, física, química, genética molecular, biologia evolutiva, arqueologia e paleontologia.

A teoria científica do Design inteligente (TCDI) é distinta do Criacionismo visto que a primeira é uma dedução extraída do padrão dos dados, independentemente de quem seja (ou Quem seja) a fonte (ou Fonte) do design, enquanto que o Criacionismo Bíblico interpreta os dados à luz do Livro de Génesis. É uma forma errada de pensamento associar a TCDI com o criacionismo Bíblico só porque ambas defendem que a vida claramente é o efeito de design. Mas se o Jónatas acha que sim, então nós iremos considerar o evolucionismo e o ateísmo como a mesma coisa visto que ambas as ideologias defendem que a vida não é o efeito de design inteligente.

Segundo: quando Jónatas diz que o Criacionismo Bíblico “contradiz o consenso científico em geologia, física, química, genética molecular, biologia evolutiva, arqueologia e paleontologia” isto é verdade, mas irrelevante. O “consenso científico” só tem peso se se puder provar que o consenso científico está sempre correcto. Mas nós sabemos que isso é falso, e que não só muitos “consensos científicos” foram mais tarde revelados como falsos, como sabemos que há muito jogo de poder dentro do mundo científico e que nem tudo o que é qualificado de “ciência” o é de facto.

Assim, mantém-se à margem da comunidade científica.

O que é cientificamente irrelevante porque a verdade não é definida pela “comunidade científica” mas pelas evidências (aquelas que os evolucionistas tardem em mostrar ao mundo). O facto do evolucionista Jónatas focar-se na “comunidade” não nas evidências é sinal claro de que ele sabe que as segundas não defendem a sua fé evolucionista.

Não publicam em revistas científicas e nem participam de seminários ou congressos abertos à comunidade científica.

Esta é uma declaração de alguém que 1) ou é um mentiroso 2) ou vive numa ilha deserta. Não acho que ele viva numa ilha deserta, portanto ele só pode estar a mentir (conscientemente ou inconscientemente).  Será que o evolucionista Jónatas não sabe o que acontece aos cientistas que publicam textos que refutam a teoria da evolução?

Flagelo_PortuguesPara além disso, se o evolucionista Jónatas erradamente considera a TCDI como “criacionismo”, então os “criacionistas” já publicaram em várias revistas científicas revisadas por pares. Claro que o Jónatas irá agora cometer a falácia do “verdadeiro escocês” e dizer que essas publicações não eram genuinamente “científicas” precisamente por apoiarem a TCDI. Ou seja, para os evolucionistas, o criacionismo não é “ciência de verdade” porque os cientistas que a defendem “Não publicam em revistas científicas e nem participam de seminários ou congressos abertos à comunidade científica”, mas ao mesmo tempo, os evolucionistas defendem que os cientistas criacionistas não devem receber permissão para publicar nessas revistas precisamente por serem criacionistas, e o criacionismo não ser ciência.

Cientistas verdadeiros, por outro lado, expõem suas ideias à crítica de seus pares: submetem seus artigos a publicações científicas e apresentam seus resultados em seminários, conferências e congressos.

Tal como fazem os cientistas que promovem a TCDI e os cientistas que promovem o criacionismo. O que se passa é que os evolucionistas como o Jónatas CENSURAM essas publicações, o que faz com que esses cientistas se vejam obrigados a criar as suas próprias revistas científicas e publicar os seus artigos.

Mas, repito, a publicação em revistas científicas não é sinal de veracidade científica; vários artigos e estudos foram publicados nas revistas científicas só para
serem reveladas como falsas posteriormente.

O criacionismo não se baseia em conhecimento científico, mas em fundamentalismo e especialmente em obter fiéis, e usa da religiosidade para afastar as pessoas da Ciência legítima, e esse é o grande mal da atualidade.

Qualquer pessoa pode dizer isto sobre qualquer assunto, mas o mais complicado é oferecer algum tipo de evidência. Para além disso, já ficou comprovado que os criacionistas, e não os evolucionistas, fundamentam as suas posições em dados científicos.

Longe de querer “afastar as pessoas da ciência legítima”, os cientistas criacionistas escrevem artigos onde apelam às pessoas que analisem os dados sob outro prisma,de modo a poderem ver como o evolucionismo é uma farsa. Quem normalmente tenta injectar discurso religioso no meio dos debates são os evolucionistas visto que, desta forma, eles  podem tentar criar a falsa impressão de que dum lado está a ciência e do outro a “religião” (mas nos sabemos melhor que isso).

Querendo expandir sua pseudociência e afastar o público geral do conhecimento científico verdadeiro, os criacionistas não economizam esforços em fazer ataques medíocres a inúmeras visões científicas que já são consenso em outras áreas, que não apenas a Evolução das Espécies, Geologia e Paleontologia.

Lá está a palavra “consenso” outra vez. Parece que o Jónatas é um ávido defensor da tese de que a ciência já sabe tudo o que há para saber, e como tal, atacar o “consenso” é “expandir sua pseudo-ciência e afastar o público geral do conhecimento científico verdadeiro”. Pessoas como o evolucionista Jónatas são aquele tipo de pessoas que mais facilmente são enganadas pelo “consenso” visto que não se dão ao trabalho de analisar as evidências (sempre que for possível), mas aceitam de bom grado o que o “consenso” lhes diz. Ou seja, o evolucionista Jónatas age precisamente da forma que ele diz ser contra.

Eles vieram a formar um onjunto de argumentos para duvidar dos principais conhecimentos que temos sobre o Universo, sua origem, evolução e idade – Vejamos alguns deles, e porque não procedem:

Na verdade, os argumentos (levantados por físicos e outros cientistas) não visam colocar em causa o “conhecimento”, mas sim as alegações que os evolucionistas fazem em favor da sua tese.

1 – Winding-up Dilemma – As estrelas da nossa galáxia, a Via Láctea, giram em torno do centro galáctica a velocidades diferentes – as do interior rodando mais rapidamente que as do exterior. As velocidades de rotação observadas são tão rápidas que se a nossa galáxia tivesse mais do que algumas centenas de milhões de anos, ela seria um disco de estrelas sem forma em vez da forma em espiral actual. 

Quanta falta de noção em apenas um parágrafo de uma matéria de falsa-ciência. Estrelas em uma galáxia realmente movem-se à mesma velocidade, as perto do centro e as próximas da borda têm a mesma velocidade.

O texto está a falar especificamente da Via Láctea, e não “em uma galáxia” qualquer. E parece que quem nao fez o seu trabalho de casa foi o evolucionista Jónatas.

* “It has been suggested that the Milky Way contains two different spiral patterns: an inner one, formed by the Sagittarius arm, that rotates fast and an outer one, formed by the Carina and Perseus arms, whose rotation velocity is slower and whose arms are tightly wound.” (Mel’Nik, A.; Rautiainen, A. (2005). “Kinematics of the outer pseudorings and the spiral structure of the Galaxy”. Astronomy Letters 35 (9): 609–624.)

Portanto, as diferentes velocidades das estrelas na Via Láctea é algo cientificamente firmado e válido. Não se entende como é possível alguém ser editor dum blogue sobre astronomia e não saber isso.

E depois disto o Jónatas escreve/cola um pedaço de texto que não está ligado com o tópico em discussão:

10 perguntas a fazer ao teu professor de Biologia sobre designIsso não é um dilema: as galáxias permanecem com aspectos espirais porque os braços, em que essa argumentação se baseia, estão constantemente entrando e saindo com o desenvolvimento das estrelas. Os braços espirais são mais visíveis do que o resto da galáxia, pois eles contêm ricas regiões de formação estelar. A distribuição atual da matéria em uma galáxia é muito mais uniforme do que os braços parecem indicar – vemos os braços, pois eles contêm estrelas jovens super-maciças. A forma clássica de espiral está mais para aparência do que para a física do corpo galáctico, que de fato está mais para disco. Estas estrelas azuis e luminosas têm uma vida útil média de 10 milhões de anos ou mais. Braços espirais tendem a desaparecer conforme estas estrelas massivas morrem e as novas regiões de formação estelar surgem por sua vez, por causa do momento angular (não diferentes velocidades das estrelas) e o processo envolver em torno de uma galáxia – eles mudam, mas nunca acabam. Umas regiões apagam, outras ascendem, como luzes de natal.

?? De que forma é que esta perda de tempo “refuta” o que a sua citação diz? As estrelas navegam a velocidades distintas dentro da Via Láctea ou não?

2 – Poucos restos de Supernova:
De acordo com as observações astronómicas, as galáxias como a nossa são palco de uma supernova (estrela violentamente explosiva) de 25 em 25 anos. O gás e a poeira
resultantes de tais explosões (como a “Crab Nebula”) expandem-se rapidamente para o exterior e deveriam-se manter visíveis por milhões de anos.

No entanto as partes da nossa galáxia onde nós podemos observar tais gases e poeiras acomodam apenas 200 resquícios de supernovas. Este número é consistente com apenas 7,000 anos de supernovas.

Outro Argumento trazido por um conhecimento precário sobre Astronomia, visto que os resquícios que observamos não são todas as supernovas que já ocorreram

Ninguém disse que são todas as supernovas que já ocorreram, mas sim aquelas cujas evidências revelam terem existido. Se o Jónatas acha que as partes da nossa galáxia que nós podemos observar foram alvo de mais supernovas do que aquelas que foram documentadas, então ele é que tem que dar algum tipo de evidência. Os cientistas criacionistas limitam-se a aceitar os dados observados e a afirmar que eles são consistentes com um galáxia jovem.

*e o exemplo utilizado, a nebulosa do Caranguejo, é uma nebulosa remanescente extremamente recente, é óbvio que não se dissipou ainda*

A “Crab  Nebula” é usada como exemplo da dissipação que ocorre numa explosão; ninguém duvida que seja recente.

Nuvens como o Complexo de Carina, que são massivos berçários de estrelas, ou nuvens como a que formou o Sistema Solar, também contém restos de Supernovas insondáveis ocorridas no passado e expandidas completamente. 

….. é só uma questão de se encontrarem as evidências que confirmem essas posições de fé.

Em relação à alegação aos “bercários de estrelas”, um blogue evolucionista admite:

“This is not the case for star formation. Stars form inside nebulae, enshrouded in dust and gas. Thus, the process is somewhat hidden from us. The process also takes a much longer time than the death of a star.”

Ou seja, nunca foi visto, e assumindo que ocorre, o nascimento de estrelas (que nunca foi visto), é um processo “escondido” ao nosso olhar. Quão conveniente.

O que o evolucionista Jónatas esta a dizer que um local de observação complicada, é berçário de algo que nunca foi visto a acontecer, e contém restos “insondáveis” de supernovas, ocorridas “no passado” (quando ninguém estava cá para observar). Sem dúvida que isto é sinal de fiabilidade científica.

os átomos pesados de nossa constituição, como o Ferro, vieram de supernovas.

se a evolução galáctica, assente no big bang, estiver certa, isto é. Uma vez que a teoria do big bang está repleta de problemas científicos, e tem inúmeras evidências contra ela (o que explica o porquê do “consenso” fazer todos os possíveis para censurar os cientistas que escrevem artigos contra esse mesmo big bang), todas as teorias que assentam sobre um evento que nunca aconteceu devem ser olhados com forte suspeição.

3. Os cometas desintegram-se rapidamente.
De acordo com a mitologia evolutiva, os cometas deveriam ter a mesma idade do sistema solar – cerca de 5 mil milhões de anos. No entanto, cada vez que um cometa navega perto do Sol, ele perde tanto da sua composição que não poderia sobreviver mais do que 100,000 anos. Muitos comentas possuem idades na ordem dos 10,000 anos.

Devo lembrar que o darwinismo.wordpress, precário em qualidade de escrita e conteúdo, acha que evolucionismo fala de cometas…, coloca tudo no mesmo pacote, um ato sumariamente infantil e sem noção das áreas científicas. Chega a ser cômico.

O texto que o evolucionista Jónatas tenta, sem sucesso, refutar, fala de vários dados científicos que não estão de acordo com os milhões ed anos e com a evolução cósmica. Logo, como os milhões de anos são fundamentais para a teoria da evolução, se as pessoas se aperceberem que o universo não tem os mitológicos milhões de anos, mais facilmente  elas verão que a evolução nunca aconteceu.

O autor se prende a um erro grosseiro de achar que todos os cometas portar-se-ão da mesma forma, sem sequer se dar ao trabalho de pensar que cometas podem ter composições, tamanhos e órbitas diferentes. um cometa pode ter o tamanho de Júpiter, se passar perto demais do Sol será desintegrado em sua primeira passagem pelo Sistema Solar Interior; assim como pode ter o tamanho diminuto do Halley, se o seu periélio passar a uma distância segura do Sol ele poderá perdurar por milhares de
milhões de anos. 

Ou seja, os cometas que nunca foram observados por acaso portam-se duma forma que PODE ajudar a salvar os mitológicos “milhões de anos”. Não é curioso que só o que não se pode observar é que parece confirmar a teoria da evolução cósmica e os seus “milhões de anos”?

O que o autor do artigo original quis dizer é que, *de acordo com o que se pode observar*, “cada vez que um cometa navega perto do Sol, ele perde tanto da sua composição que não poderia sobreviver mais do que 100,000 anos.” Isto é o que se pode observar empiricamente.

O evolucionista Jónatas, em jeito de resposta, diz que PODEM (se calhar) existir cometas do “tamanho de Júpiter” que “se passar perto demais do Sol será desintegrado em sua primeira passagem pelo Sistema Solar Interior; assim como pode ter o tamanho diminuto do Halley, se o seu periélio passar a uma distância segura do Sol ele poderá perdurar por milhares de milhões de anos”.

Muito bem.

Agora é só uma questão do Jónatas, ou algum “cientista” do “consenso”,  disponibilizar algum tipo de observação que refute o que se pode observar, isto é, que “cada vez que um cometa navega perto do Sol, ele perde tanto da sua composição que não poderia sobreviver mais do que 100,000 anos.”

Os Cometas tem duas origens principais: O Cinturão de Kuíper – de onde vêm os de curto-período

Nunca foi observada a formação de cometa algum.

Universo_EvidenciasOs cometas – massas de gelo que orbitam à volta do sol numa trajectória elíptica . são uma das muitas evidências de que sistema solar é muito mais novo que os milhões de anos que os evolucionistas pensam que o sistema solar tem. Todas as vezes que um cometa passa perto do sol, ele perde tanto da sua massa em evaporação, e é precisamente esta perda de material que forma a cauda característica dos cometas. Um cometa só pode sobreviver algumas órbitas antes de ficar sem material por inteiro. Se o sistema solar realmente tivesse os milhares de milhões de anos que os evolucionistas dizem que tem, já não deveriam existir cometas.

Os astrónomos evolucionistas, que assumem um sistema solar com milhões de anos, têm, portanto, que avançar com a hipótese duma “fonte” que fornecerá novos cometas no lugar dos que vão sendo destruídos. O Cinturão de Kuiper é uma dessas fontes propostas para os cometas de curta duração (aqueles que duram menos de 200 anos a orbitar o sol), e esse Cinturão é um hipotético disco achatado de planetesimais supostamente resultantes da formação do sistema solar.

Para além disso, a observação de objectos para além de Neptuno não confirmam a existência da Cintura de Kuiper; essa observação só confirma a existência de objectos para além de Neptuno. O que os evolucionistas têm que demonstrar é que as estruturas que se encontram por essa são a base para a formação de cometas (algo que, repito, nunca foi observado).

e os da Nuvem de Oort (região cuja existência já é praticamente certa, mesmo que não observada), os chamados de longo-período.

Note-se que o evolucionista Jónatas diz que a sua “existência já é practicamente certa”, mas ele não diz que a formação de cometas foi certamente observada nessa área. Repito o ponto anterior: a existência de áreas que alguns evolucionistas dizem que PODEM formar cometas, não quer dizer que essas áreas realmente FORMAM cometas.

Existem, no entanto, vários problemas com a Nuvem de Oort, o maior de todos sendo o facto de não existir qualquer evidência de que ela existe! (Sagan, C. and Druyan, A., Comets, Random House, New York, p. 201, 1985.) No entanto, um estudo recente revelou um novo problema. (Stern, S.A. and Weissman, P.R., Rapid collisional evolution of comets during the formation of the Oort cloud, Nature 409)).

As teorias evolutivas em torno da origem do sistema solar declaram que os núcleos dos cometas vieram dum material remanescente que “sobrou” do período da formação  planetária. Segundo esta teoria, este material gelado foi enviado para fora da Nuvem de Oort nos confins do sistema solar através da gravidade dos planetas recém formados. Todos os estudos prévios ignoraram as colisões entre os núcleos dos cometas durante este processo.

Este novo estudo levou em conta estas colisões e apurou que a maior parte dos cometas seria destruída pelas colisões. Logo, em vez de terem um material combinado de talvez 40 Terras, a Nuvem de Oort teria na melhor das hipóteses a massa duma única Terra. É altamente suspeito que esta massa fosse suficiente para os cometas que actualmente observamos.

Os pesquisadores postularam “válvulas de escape” (Stern, Ref. 2, p. 591) que poderiam suprir até 3.5 da massa da Terra, mas isto ainda é “baixo, quando comparado com as recentes estimativas da massa da Nuvem de Oort”. Eles prosseguem “especulando que uma região-fonte distante para os cometas da Nuvem de Oort” podem resolver alguns dos outros problemas. (Stern, Ref. 2, p. 591)

Naturalmente que se o sistema solar é muito mais jovem do que a maioria dos astrónomos pensa, não há qualquer necessidade para a existência a Nuvem de Oort. uma vez que ela não pode ser detectada, a Nuvem de Oort não é um conceito científico. Isto não é má ciência, mas algo não científico mascarado de ciência.

A existência de cometas é uma boa evidência de que o sistema solar tem apenas alguns milhares de anos, tal como o modelo da criação-recente sugere.

4. O campo magnético da Terra está a decair depressa demais.
A resistência eléctrica do núcleo da Terra gasta a corrente eléctrica que produz a campo magnético do nosso planeta. Isto causa a que o campo perca energia
rapidamente.

A energia total retida no campo magnético da Terra está a decrescer com uma meia-vida de 1,465 (± 165) anos. As teorias evolutivas que tentam explicar este rápido decréscimo – bem como a Terra pôde manter o seu campo magnético durante milhares de milhões de anos são muito complexas e inadequadas.

(…) O Campo magnético da Terra se inverte num período em média a cada 300.000 anos, e em relação aos registros que temos a última reversão parece bem atrasada, e isso é mais que suficiente para imagina-la eminente, ou que não acontecerá, e em ambos os cenários já explica o porquê do decaimento.

Como sempre, as datas evolucionistas estão bem para lá daquilo que se pode testar, observar e consultar. Qual é a evidência de que o magnetismo da Terra “se inverte em média a cada 300,000 anos?

Essa série de Argumentos contra a idade reconhecida pela ciência sobre a Vida, a Terra e o Universo, com argumentos tão ou mais fracos em outras áreas, como biologia, genética e geologia, está apenas sendo seguida religiosamente por pseudos de canais como o darwinismo.wordpress, pois sua principal origem é um Físico chamado Russell Humphreys criacionista com PhD, que mesmo com essa formação, comete erros grosseiros e praticamente não dispõe de nenhuma respeitabilidade acadêmica, tendo refutadores até mesmo no campo criacionista.

Então é o trabalho do evolucionista Jónatas refutar o que esse eminente físico postula, porque fazer alegações qualquer um faz. E o evolucionista sempre pode tentar entrar em contacto om o físico com as suas “refutações”, e ganhar o respeito da “comunidade científica”.

Sobre o principal fator determinante ao Universo ter bilhões de anos, que a luz dos objetos distantes no Universo que leva bilhões de anos para chegar aqui, Russell recorre à invenção de um modelo relativista alternativo que diz que o fluxo do tempo nas partes mais antigas e distantes do cosmos se passará diferente de nossa percepção – bilhões de anos no Universo antigo como equivalentes a poucos dias em nossa percepção atual.

A hipótese de Russell está ausente de evidências lógicas, muito menos físicas. Diferente do que devem ter sonhado os criacionistas que seguiram sua concepção, Russell não tem nenhuma “Magic Bullet”, nem tampouco alguma respeitabilidade entre outros Físicos. Seu modelo não consegue sequer explicar estrelas locais, a alguns milhares de anos-luz de distância em nossa própria galáxia. 

Mais uma vez, o Jónatas apela à “respeitabilidade” do consenso como evidência contra o Dr Russell. Para se ver como este físico usa a ciência de ponta para mostrar como evolucionistas como o Jónatas estão errados, basta ver o filme “Starlight and Time” no youtube.

Uma coisa totalmente “surpreendente” é que este físico, que, segundo Jónatas, “comete erros grosseiros”, é que ele foi capaz de fazer previsões científicas acertadas sobre o magnetismo de outros planetas ANTES deles terem sido estudados da forma relevante. Fica a pergunta: como é que o seu modelo criacionista tem “erros grosseiros” mas consegue fazer previsões científicas válidas sobre a estrutura de outros planetas?

Mas nada disso muda algo para os Criacionistas, pois eles se baseiam em profundo fundamentalismo religioso antes de qualquer realidade

Para o Jónatas, “profundo fundamentalismo religioso” Cristão está em oposição à realidade, pese embora a visão Cristã do mundo ser a única que explica coerentemente a nossa realidade.

e sempre estarão a dar crédito a Pseudos que falem o que eles querem ouvir, em lugar do que eles precisam ouvir.

Isto parece ser algo que o evolucionista Jónatas faz visto que ele é quem coloca ênfase anti-científico ao “consenso”; e deixa de lado as evidências (que são o mais importante na ciência).

É por isso que a Ciência só conseguiu progredir e descobrir o Universo quando se separou definitivamente do pensamento religioso.

Infelizmente para o Jónatas, ele não só está errado em torno do passado que não se pode observar, como está errado em relação que os seres humanos documentaram empiricamente. John D. Barrow, escrevendo no The World Within the World, comenta:

Já foi mesmo sugerido que essa visão teve um papel determinante no desenvolvimento bem sucedido da ciência nas culturas Ocidentais, e isso aconteceu porque essas culturas foram influenciadas pela tradição Judaico-Cristã, que promulgou a fé na racionalidade e na ordem da Natureza, durante um período da história em que as ideias humanas estavam intimamente ligadas a todo o tipo de noções mágicas e ocultas.

1. O “conflito” entre a “ciência” e o Cristianismo – http://bit.ly/1mMc4zE

2. O cristianismo opõe-se à ciência? – http://bit.ly/RXfMfN

3. A Aliança Histórica Entre a Ciência e o Cristianismo – http://bit.ly/1ruvOrP

4. Cristianismo e a Ciência – http://bit.ly/1fh88ap

5. Cristianismo e Ciência (John D. Barrow) – http://bit.ly/1nRxVpb

Conclusão:

Como seria de esperar, a “refutação” do evolucionista Jónatas está repleta de falsas alegações, mentiras anti-científicas, alegações sem evidências e falta de conhecimento básico da história da ciência. Mas isto é normal porque ele é apenas um evolucionista, e os evolucionistas só têm 8,2% do seu cérebro em funcionamento.

Adorando_Darwin

 

 

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Descoberta científica coloca em causa os mitológicos “milhões de anos”

A descoberta de restos de dinossauro muito bem preservados, por parte de pesquisadores Canadianos, provou ser um desafio directo às pressuposições evolutivas de longa data.

Pele_DinossauroEm Junho do ano passado, um grupo de cientistas afiliados com a “Canadian Light Source” (CLS) – equipa de pesquisa primordialmente dedicada ao estudo da composição da matéria através da ciência sincroton – desenterrou um fascinante fóssil de dinossauro na parte ocidental de Alberta [Canadá]. Para espanto da maioria dos pesquisadores, um muito bem preservado pedaço de pele de dinossauro encontrava-se ligado ao fóssil de hadrossauro.

Um dos pesquisadores da equipa, Mauricio Barbi (físico da Universidade de Regina), ficou entusiasmado com a descoberta, comentando que o espécime pode muito bem ser a chave para se aprender mais sobre a aparência do dinossauro:

Se formos capazes de observar os melanossomas e a sua forma, isso será a primeira vez que os pigmentos serão identificados na pele do dinossauro. Não temos qualquer tipo de ideia concreta em torno da aparência da pele. Já foram feitas pesquisas que provaram a cor de algumas penas de dinossauro, mas nunca da pele.

O Dr. Barbi quer também aprender mais sobre a teorética evolução dos hadrossauros a partir do estudo deste fóssil particular:

Ao mesmo tempo que usamos a tecnologia de ponta para entender a estrutura interna destas coisas, isso pode contribuir para o entendimento dos nossos animais, e da forma como eles evoluíram [sic].

Entretanto, à medida que alguns cientistas se encontram em êxtase com as implicações desta descoberta, outros estão a colocar questões básicas: Como é que esta pele de dinossauro – que, segundo os modelos evolutivos, tem no mínimo 60 milhões de anos – pôde permanecer intacta sem entrar em decomposição? Muitos criacionistas Bíblicos  dizem que a resposta é simples: Ela nunca poderia ter permanecido intacta tanto tempo.

Brian Thomas, escritor científico para o “Institute for Creation Research” (ICR), publicou recentemente um artigo para o IRC, onde ele detalha o porquê de ser um absurdo acreditar que a pele de dinossauro como esta poderia ter sobrevivido milhões de milhões de anos:

Quem, se entrasse num quarto e se deparasse com uma vela acesa, iria procurar as “condições especiais” que haviam permitido que a vela permanecesse acesa durante milhões de anos? Não faria muito mais sentido questionar primeiro durante quanto tempo é que a vela poderia ficar acesa antes de se apagar?

Numa entrevista com a “Christian News Network”, Thomas explicou que a pele é primariamente composta por colágeno, uma proteína resistente e insolúvel.  Apesar desta
resistência, testes rigorosos demonstraram que o colágeno (tal como as outras proteínas), decai de modo constante com o passar do tempo, e – mesmo num cenário “ideal” – nunca poderia ter durado mais do que um milhão de anos. De facto, e segundo condições realistas, o tempo máximo da vida do colágeno está mais perto dos 300,000 anos.

Dada a taxa de decaimento constante das proteínas, Thomas comparou o colágeno na pele do dinossauro com um temporizador de ovo:

Quando o temporizador “faz barulho”, já não deveria haver algum tipo de pele. Mesmo que ela se encontrasse embutida numa rocha, ela tornar-se-ia em pó bem no meio da rocha devido à natureza da sua química- Portanto, o temporizador deveria ter feito “barulho” muito antes dos milhões de anos que os evolucionistas atribuíram a este tipo de fósseis.

Embora achados tais como os de Alberta sejam raros, Thomas mencionou que já ocorreram várias outras descobertas de tecido macio e proteínas em fósseis que têm supostamente “milhões de anos”. Uma lista  do site do ICR documenta numerosos artigos revistos por pares que relatam tais descobertas.

Thomas disse também que uma melhor explicação para a existência deste restos de animais é o modelo da Terra Jovem. Segundo este modelo, fundamentado nas Escrituras, a maior parte dos dos fósseis de dinossauro foram enterrados durante o Grande Dilúvio que ocorreu há cerca de 4,400 anos.

Apesar disto, e apesar da montanha de evidências contrárias, Thomas ressalvou que os evolucionistas irão, de modo dogmático, alegar que os restos destes animais têm milhões de milhões de anos:

Isso é algo que eles fazem, fizeram, e irão fazer.

Fonte:  http://bit.ly/WVkv3R

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Professor de genética demonstra como a teoria da evolução não está de acordo com as evidências

Por Maciej Giertych

Como engenheiro florestal, estudo populações de árvores e reproduzo mais árvores produtivas. Já revi de forma considerável a literatura em torno da genética florestal, e já escrevi volumes monográficos (em torno de várias espécies de árvores) para o Instituto de Dendrologia da Academia Polaca de Ciências, onde trabalho. É comum eu contribuir para capítulos que se focam na genética, e posso dizer que não conheço dado biológico algum, relevante para a genética das árvores, que necessite duma explicação evolutiva. Eu posso muito bem desempenhar a minha profissão alegremente sem nunca mencionar a teoria da evolução.

No entanto, sendo também um professor académico em genética de populações, considero necessário minimizar as explicações evolutivas presentes nos livros escolares pelo simples motivo de não ter algum tipo de evidências que as confirmem. De facto, foi o meu ensino da genética de populações, associado ao facto de ter descoberto que os meus filhos estavam a receber aulas evolutivas na escola secundária, com base na tese de que a genética de populações fornece algum tipo e evidência em seu favor, que me fez entrar publicamente no debate.

Maciej_Giertych_PolacoFui ensinado que a paleontologia fornecia a maior parte das evidências em favor da teoria da evolução. Para grande surpresa minha, descobri que as evidências fazem-se notar pela ausência não só na genética como também na paleontologia, bem como na sedimentologia, nos métodos de datação, e, na verdade, em todas as áreas científicas. No entanto, neste artigo vou-me restringir a rever os argumentos usados em favor da teoria da evolução recolhidos da minha área, a genética.

Muito provavelmente a informação errada mais comum presente nos livros escolares é sugestão de que a microevolução é um exemplo em pequena escala da macroevolução.

MICROEVOLUÇÃO

Normalmente, o exemplo usado para confirmar esta tese é a história das mariposas cinzentas e pretas (Biston betularia) que viviam nas cascas das árvores, e a adaptação populacional cromática que ela sofreu rumo à cor das cascas – escuras em ambientes poluídos e mais sombrios, mais claras em ambientes menos escuros e menos poluídos.

A informação errada nesta história prende-se no facto de ter sido ocultado que as populações selectas e mais adaptadas são geneticamente mais pobres (menos alelos) que as populações naturais não-seleccionadas (das quais as selectas se originaram). O mesmo acontece com as árvores florestais: em ambientes poluídos, as árvores que sobrevivem têm menos alelos que as árvores das zonas não-poluídas.

A microevolução, a formação das raças, é um facto; as populações adaptam-se aos ambientes específicos com os alelos mais bem sucedidos a aumentarem de número enquanto que os outros diminuem de frequência ou desaparecem por completo. As alterações podem também ocorrer devido à perda acidental de alelos (deriva genética) em populações pequenas e isoladas. Ambas nada mais são que um declínio na informação genética, mas a macroevolução requer um aumento da informação genética.

REPRODUÇÃO

O mesmo é verdade para a reprodução doméstica; os criadores eliminam os genes indesejáveis tornado as formas domésticas geneticamente mais pobres. Estas tais formas são normalmente impotentes de sobreviver na naturea (vida selvagem) e morrem quando são deixadas sem a ajuda humana. Se essa formas não perecem quando deixadas selvagens é porque elas se cruzam com as geneticamente-mais-ricas formas selvagens, que reabastecem o conjunto de genes.

A maior parte do sucesso da reprodução doméstica é resultado da recombinação conduzida; os criadores inserem alguns genes raros num indivíduo ou numa população como forma de atingir a desejada combinação de traços. Nada de novo é produzido.

MUTAÇÕES POSITIVAS

Uma mutação útil (por exemplo, uma laranja sem sementes) não é o mesmo que uma mutação positiva. Sempre senti desconforto ensinar sobre as mutações positivas quando não era capaz de dar um único exemplo. Existem muitos exemplos de mutações negativas e neutras, mas nenhuma que eu conheça poderia ser apresentada por mim como um exemplo documentado duma mutação positiva.

A literatura genética centrada neste assunto normalmente confunde as mutações com os alelos, ou mesmo mutaçôes com recombinações. A descoberta dum alelo que é útil para um dado propósito não é o mesmo que demonstrar uma mutação positiva – o mesmo pode ser dito da descoberta duma recombinação útil de alelos que já existem no conjunto genético.

Variação de alelos no conjunto genético são um facto a vida. Como eles vieram a existir é outro assunto distinto. Alguns alelos, normalmente neutros ou excessivamente  deleteriosas, surgem de mutações. Outros são introgressões provenientes de outras espécies, e outros encontram-se dentro da população desde a sua origem – qualquer que seja a forma como isso ocorreu.

A maior parte da publicidade evolutiva está associada às formas que desenvolvem resistência aos químicos feitos pelo homem. Normalmente, essas formas são variações que
frequentemente existem na natureza mas que foram seleccionadas por algum tipo de reagente químico.

Foi demonstrado numa ocasião que uma única substituição de nucleotídeos no genoma era responsável pela resistência a um herbicida feito para um tipo específico de erva daninha. O herbicida é “feito à medida” para se anexar e desactivar uma proteína vital específica para a erva daninha. Uma única alteração no código genético para esta proteína – no sector usado para se definir a anexação do herbicida – priva o herbicida da capacidade de anexação e desde logo, anula as suas capacidades herbicidas. Tal alteração não tem qualquer valor selectivo excepto no contexto dum herbicida feito pelos homens.

Mesmo que seja o resultado duma mutação (até pode ser que um alelo raro sempre estivesse presente na população mas tenha obtido proeminência devido ao uso do herbicida) isto nada mais significaria que uma mutação neutra – que não privava a proteína das suas funções mas também não criava novas funções para ela. Dado isto, onde está a evolução?

UNIVERSALIDADE DO SISTEMA GENÉTICO

ADN_LupaAs semelhanças são frequentemente usadas como argumentos em favor da evolução mas a ausência de semelhanças nunca é usada como evidência contra essa mesma teoria. A similaridade da forma da minha mão e a mão dum sapo é usada como argumento em favor da descendência comum, mas as diferenças entre a minha mão e a “mão” dum cavalo ou a de um morcego já não é evidência contra a teoria da evolução. No entanto estes últimos supostamente são parentes mais próximos meus.

A mesma lógica é usada quando se alega que a universalidade do sistema genético (ADN-RNA-proteína) “prova” descendência comum, mas existem muitos sistemas bioquímicos que não são universais, e são específicos para alguns grupos de organismos e ausentes noutros. Estes nunca são aceites como evidências contra a teoria da evolução.

GENÉTICA MOLECULAR

Muitos nutriam a esperança de que a genética molecular confirmaria a teoria da evolução, mas isso não aconteceu; o que a genética molecular confirmou foi a distância taxonómica (2) entre os organismos, refutando a postulada sequência filogenética (3). A genética molecular confirmou Lineu mas não Darwin. (4)

A genética molecular deu origem a novos problemas [para a teoria da evolução]: Os genomas [todos os genes dum organismo] têm múltiplas cópias de genes ou de sequências não-codificadoras, muito homogéneas dentro das espécies mas heterogéneas entre as espécies, Tais “repetições” não poderiam ter sido formadas através de mutações aleatórias a operar sobre um genoma comum do postulado ancestral. É postulada como justificação uma não-explicada “força molecular” para estas cópias, mas é bem mais simples assumir que não há qualquer ancestral comum.**

Dentro do curto intervalo disponível para a nossa cognição, o que é que observamos? Um aumento do número de alelos úteis ou uma diminuição? Um aumento do número de espécies ou uma diminuição? Um aumento da informação na natureza ou uma perda de informação? Será que a natureza se move do caos para a sempre-crescente organização, ou dum estado organizado rumo a um sempre-crescente caos? A teoria da evolução não é uma conclusão obtida das observações, mas sim uma ideologia dentro da qual as observações são aplicadas quando é conveniente, e ignoradas quando já não é conveniente.

Pierre_Teilhard_de_ChardinHavendo entrado na batalha contra a teoria da evolução, dei por mim confrontado não tanto por cientistas como por filósofos. Numa atmosfera de rejeição a toda a propaganda comunista, os meus pontos de vista receberam publicidade considerável e interesse popular na Polónia. Curiosamente, os filósofos Marxistas e Católicos juntaram forças para combater a minha actividade. De facto, o clero Católico – até alguns bispos – são os mais proeminentes na defesa da teoria da evolução. Achei necessário estudar as objecções teológicas e filosóficas aos escritos de tais pessoas, tais como o Padre Pierre Teilhard de Chardin.

O confronto com os filósofos é a parte mais difícil visto que a minha formação florestal não me preparou para tal. Hoje em dia batalho dentro dos círculos cientistas dentro e fora da Igreja, mas a minha actividade tem estado a dar os seus frutos. Os professores da teoria da evolução estão a começar a falar com palavras cada vez menos convincentes.

A ofensiva em apoio à teoria da evolução é tão intensa e tão bem financiada que até parece que os evolucionistas estão preocupados com alguma coisa.

E existem motivos para eles estarem preocupados.

Fonte: http://bit.ly/1jWo8LF

Referências e notas de rodapé
An allele is one of two or more alternative forms of a gene, which determine the same characteristic but produce a different effect (e.g. the eye-colour gene can have a ‘brown’ or ‘blue’ allele).
Taxon: category in classification, e.g. species, phylum.
Phylogeny: the supposed evolutionary history or family tree of a species or other group.
Linnaeus classified plants and animals in the eighteenth century, establishing the modern study of taxonomy.
*Evolutionary history. — Ed.
**That is, the basic types of organisms did not arise by evolution from a common ancestor. — Ed. ancestor. — Ed
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O mito de Galileu e a Igreja Católica

Por Joe Carter

Galileo(…) A verdadeira história em torno de Galileu Galilei não é uma onde um cientista iluminado é perseguido pela mesquinha Igreja Católica visto que essa história é (em larga maioria) um mito. Não é também a historia dum grande génio científico, embora ele tenha sido (em larga escala) isso mesmo.

Não é também a história de alguém a reencarnar com a alma do antigo astrónomo, tal como se ouve na canção das Indigo Girls de 1992 que, eu julguei ser (maioritariamente) profunda. (Devo ressalvar também que não é a história verdadeira mas sim uma que teve as suas origens em outras fontes.) Mas como todas as boas histórias, ele disponibiliza-nos uma lição (maioritariamente) valiosa.

Nos dias de Galileu, a visão predominante na astronomia era o modelo inicialmente proposto por Aristóteles e desenvolvido mais tarde por Cláudio Ptolomeu onde o Sol e os planetas giravam em torno da Terra. O sistema Ptolomaico foi o paradigma dominante durante mais de 1400 anos até que um cónego da Igreja Católica com o nome de Nicolau Copérnico publicou a sua obra pioneira com o nome “De revolutionibus orbium coelestium” (“Da revolução de esferas celestes”).

Convém notar que a teoria heliocêntrica de Copérnico não era exactamente nova e nem era somente baseada nas observações empíricas. Embora ela tenha tido um impacto enorme na história da ciência, a sua teoria foi mais um reflorescimento do misticismo de Pitágoras do que um novo paradigma. Tal como todas as grandes descobertas, ele apenas pegou numa ideia antiga e deu-lhe novas roupas.

Embora os colegas eclesiásticos de Copérnico o tenham encorajado a publicar o seu trabalho, ele atrasou a sua publicação durante vários anos devido aos seus receios de ser ridicularizado pela comunidade científica. Por essa altura, o mundo académico pertencia aos Aristotelianos e eles não tinham planos de deixar este absurdo passar pelo seu processo de “revisão de pares” (“peer review”).

Foi então que chegou Galileu, o protótipo do homem da Renascença – cientista, brilhante, matemático, e músico. E embora ele fosse inteligente, encantador, e espirituoso, ele era também argumentativo, gozão e vaidoso. Pode-se dizer que ele era um homem complexo. O seu colega astrónomo Johann Kepler escreveu-lhe uma carta dizendo que se havia convertido à teoria de Copérnico; Galileu escreveu-lhe de volta dizendo que também ele se havia convertido a essa teoria, e que há anos que já a subscrevia (embora todas as evidências revelem que isso não era verdade). O seu ego não lhe permitiria que fosse suplantado por pessoas que não eram tão inteligentes como ele, e para Galileu, isso incluía practicamente todas as pessoas.

Em 1610, Galileu usou o seu telescópio para fazer algumas descobertas surpreendentes que colocaram em causa a cosmologia Aristoteliana. Embora as suas descobertas não derrubassem propriamente o paradigma dos seus dias, elas foram bem recebidos pelos Vaticano e pelo Papa Paulo V.

No entanto, em vez de dar seguimento aos seus estudos científicos e à solidificação das suas teorias, Galileu deu início a uma campanha de descrédito da visão Aristoteliana da astronomia. (Nos dias de hoje, isso seria o mesmo que tentar destronar a teoria da evolução). Galileu sabia que estava certo e queria-se certificar que todos soubessem que os Aristotelianos estavam errados.

Tudo o que Galileu conseguiu quando tentou forçar o Copernicanismo pela garganta abaixo dos seus colegas cientistas foi desperdiçar a boa vontade que havia sido estabelecida dentro da Igreja. Galileu estava a tentar forçar os outros a aceitar uma teoria que, por aquela altura, ainda não estava provada. Graciosamente, a Igreja ofereceu-se para considerar o Copernicanismo como uma hipótese razoável, embora uma hipótese superior ao sistema Ptolomaico, até que mais evidências fossem disponibilizadas.

Galileu, no entanto, nunca chegou a apresentar mais evidências para apoiar a sua teoria. Em vez disso, continuou a provocar guerras com os seus colegas cientistas embora muitas das suas conclusões estivessem a ser refutadas pelas evidências (por exemplo, a tese de que os planetas orbitam em torno do Sol em círculos perfeitos).

Os Erros de Galileu

O primeiro erro de Galileu foi o de transladar a luta do campo da ciência para dentro da interpretação Bíblica. Num ataque de arrogância, Galileu escreveu a “Carta a Castelli” de modo a explicar que sua teoria não era incompatível com a adequada exegese Bíblica. Com a Reforma Protestante ainda fresca nas suas mentes, as autoridades da Igreja não estavam com vontade de ter outra figura perturbadora a tentar interpretar as Escrituras por conta própria.

Mas, para crédito da Igreja Católica, eles não reagiram de forma inadequada. A “Carta a Castelli” foi por duas vezes apresentada à Inquisição como um exemplo da heresia do astrónomo e por duas vezes as acusações foram rejeitadas. No entanto, Galileu não estava satisfeito e deu continuidade aos seus esforços de forçar a Igreja a conceder que o sistema Copérnico era um assunto de verdade irrefutável.

Galileu_InquisiçãoEm 1615, o Cardeal Robert Bellarmine educadamente apresentou a Galileu uma opção: Evidências ou boca fechada. Como por essa altura ainda não haviam sido apresentadas evidências de que a Terra orbitava à volta do Sol, não havia motivo para que Galileu andasse um pouco por todo o lado a tentar alterar a leitura aceite das Escrituras. Mas se ele tinha algum tipo de evidências, a Igreja estaria disposta a reconsiderar a sua posição. A resposta de Galileu foi a de apresentar a teoria de que as máres dos oceanos eram causadas pela rotação da Terra. A ideia não só estava cientificamente errada, como era tão ridícula que foi rejeitada até pelos seguidores de Galileu.

Farto de ver as suas alegações rejeitadas, Galileu regressou a Roma para apresentar o seu caso ao Papa. O Pontífice, no entanto, meramente passou o assunto ao Santo Ofício que emitiu a opinião de que a doutrina Coperniana era “ridícula e absurda, filosoficamente e formalmente herética visto que contradizia de modo expresso a doutrina da Santa Escritura em muitas passagens……” O veredicto foi rapidamente anulado por outros Cardeais da Igreja.

Galileu, no entanto, não estava com disposição para abandonar as coisas, e para irritação geral, voltou a forçar o assunto. O Santo Ofício educadamente mas firmemente disse-lhe para se calar em torno do assunto Coperniano e proibiu-o de adoptar a teoria ainda não provada. Claro que isto era mais do que ele estava disposto a fazer.

Quando o seu amigo finalmente tomou conta do trono Papal, Galileu pensou que finalmente teria um ouvido simpatético. Ele discutiu o assunto com o Papa Urbano VIII, um homem com conhecimento nas áreas da matemática e da ciência, e tentou usar a sua teoria das marés para convencer Urbano VIII da validade da sua teoria. O Papa não ficou convencido com a tese de Galileu, e chegou até a dar-lhe uma resposta (embora inválida) que refutou a noção.

Depois disto, Galileu escreveu “Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo” (“Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo”) onde ele iria apresentar o ponto de vista de Copérnico e o de Ptolomeu. Três personagens estariam envolvidas:

- Salviati, o Coperniano
– Sagredo, o Indeciso
– Simplicio, o Ptolomaico. (O nome “Simplicio” feito com o propósito de implicar “simplório”).

E foi por esta altura que o nosso herói fez o seu maior erro: Galileu pegou nas palavras que o Papa Urbano tinha usado para refutar a sua teoria das marés, e colocou-as na boca de Simplicio. O Papa não gostou nem um pouco disto.

Galileu, que era agora velho e adoentado, foi mais uma vez chamado perante a Inquisição, e ao contrário da maioria das pessoas acusadas de heresia, ele foi tratado de uma forma surpreendentemente boa. Enquanto esperava pelo julgamento, Galileu foi alojado num apartamento luxuoso com vista para os jardins do Vaticano, e foi colocoado ao seu dispor um criado pessoal.

Na defesa que ele mesmo fez durante o julgamento, Galileu tentou usar uma táctica peculiar: tentou convencer os juízes de que ele nunca havia mantido nem defendido a opinião de que a Terra gira em torno do Sol, e de que o Sol está imóvel, e que, na verdade, ele havia demonstrado o oposto mostrando que a hipótese Coperniana estava em erro. O Santo Oficio, sabendo que esta linha de defesa era uma forma de tomar por tolos os membros do Santo Ofício, condenou-o por ser “altamente suspeito de heresia”, uma decisão claramente injusta, levando em conta que o Copernicanismo nunca havia sido considerado herético.

Galileu_CasaA sentença de Galileu foi a dele renunciar a sua teoria e viver o resto da sua vida numa agradável casa do campo, perto de Florença. Claramente, o exílio fez-lhe bem porque foi aí, sob os cuidados da sua filha Maria Celeste, que ele continuou as suas experiências e publicou o seu melhor trabalho científico “Discorsi e dimostrazioni matematiche, intorno à due nuove scienze”. Por fim, Galileu morreu tranquilamente com a idade madura de 77 anos.

Tal como o filósofo Alfred North Whitehead escreveu:

Numa geração que viu a Guerra dos Trinta Anos, e se lembrou [do Duque] de Alva na Holanda, a pior coisa que aconteceu a um homem da ciência foi que Galileu sofreu uma detenção honrada e uma repreensão suave antes de morrer em paz na sua própria cama.

Tal como diria Paul Harvey, agora sabemos o resto da história.

Momento de aprendizagem.

O que é que se pode reter da história em torno de Galileu? O que se pode aprender é que ele providencia lições diferentes para grupos diferentes:

- Para os cientistas esta história demonstra que se tu estás de acordo com a maior parte dos teus colegas, quase de certeza que serás esquecido ao mesmo tempo que a história se lembrará de um rabugento qualquer.

- Para os proponentes de posições não-consensuais (por exemplo, cépticos do aquecimento global, teóricos do Design Inteligente, etc) ela ensina que alegar que a vossa teoria está correcta não é substituto para a apresentação de experiências e dados (mesmo que se esteja certo).

- Para as pessoas agressivamente auto-confiantes, a lição a aprender é que às vezes ser persistente e acreditar no que se diz pode causar problemas.

- Para os Católicos a história de Galileu ensina que não se deve insultar o Papa (muito menos quando existe uma Inquisição).

Desconfio que muitas outras lições se podem aprender desta história, mas acho que a verdadeira moral não é tanto aquela que se encontra dentro dela, mas sim no facto dela precisar de ser contada. Embora eu tenha ouvido esta história pela primeira vez quando me encontrava na escola primária, só muito depois de me ter licenciado é que finalmente aprendi a verdade.

Sem dúvida que há pessoas que estão agora mesmo a saber dos detalhes da história pela primeira vez. Como é isso possível? Desconfio que seja porque, durante muitos séculos, pessoas tais como Bertrand Russell, George Bernard Shaw, Carl Sagan, Bertolt Brecht, e as Indigo Girls terem passado o mito de geração em geração. Não acredito que alguns deles estivesse intencionalmente a mentir.

De facto, eu tenho sérias duvidas que algum deles se tenha dado ao trabalho de investigar os factos. Eles nem tinham necessidade de fazer isso visto que a história oficial estava de acordo com o que eles já acreditavam – que a ciência e a religião são inimigos naturais – e isso é tudo o que eles precisavam de saber.

Seria bem fácil gozar de tal credulidade e preguiça intelectual, mas a verdade é que muito provavelmente eu também sou culpado do mesmo com relativa frequência. Talvez seja pelo facto de eu ser jornalista (mais ou menos) e estar mais disposto a acreditar na versão mais interessante da história. Como editor dum jornal, favoreci David sobre Golias, mesmo quando o poderoso Filisteu era mais credível que a pessoa a atirar as pedras. Rapaz Pastor Mata Gigante Poderoso” sempre é um melhor título de jornal.

No entanto, como Cristão, não tenho a opção de favorecer a posição que irá vender mais jornais. Em vez disso, a minha obrigação é colocar-me do lado da verdade. Quando me deparo com uma história que se ajusta com os meus planos, é meu dever investigar todos os factos relevantes antes de a aceitar com um Evangelho.

Nem sempre posso ter a certeza absoluta sobre em que lugar a verdade se encontra, mas uma coisa é certa: é aí que Deus estará.

Fonte: The Myth of Galileo: A Story With a (Mostly) Valuable Lesson For Today
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Porque é que as reticências ainda não foram substituídas com nomes de animais?

Por Brad Marshall

Quando eu estava na escola, lembro-me de ter ficado fascinado com algumas árvores evolutivas presentes nos meus livros escolares. Esses gráficos mostravam progressões  de vários tipos de animais que supostamente haviam evoluído. No topo encontravam-se varias categorias de animais, e olhando gradualmente mais para baixo de cada categoria, víamos nomes que caracterizavam os tipos de animais dessa categoria.

Grafico_EvolutivoNa base de cada nome encontrava-se uma linha fina, ou uma linha com reticências, que mostrava como todo os grupos estavam ligados através duma evolução. Os desenhos dos animais eram imperfeitos, mas a minha fascinação não se centrava nos desenhos, mas nas muitas linhas finas e nas reticências.

Foi dito à nossa turma que as linhas condutoras e as reticências ou eram conexões ainda incertas ou ligações cujos fósseis ainda não haviam sido encontrados. As reticências e as linhas finas representavam os fósseis intermédios que deveriam existir à medida que um animal ia evoluindo para outro.

Os evolucionistas acreditavam que essas linhas e reticências revelavam uma progressão evolutiva genuína, mas a maior parte das evidências eram fracas ou inexistentes.

De facto se removêssemos essas linhas e essas reticências – as partes imaginárias – teríamos a colecção de animais que realmente existiu sem qualquer tipo de evidência de evolução alguma; só a sua existência.

Seria de esperar que se a evolução fosse verdade – tal como somos constantemente lembrados por parte de Richard Dawkins e por parte de outros evolucionistas –  todos aquelas reticências e todas aquelas linhas cujas evidências em seu favor se encontravam ausentes há anos atrás já tivessem sido substituídas com nomes de animais
verdadeiros.

Certamente que com a quantidade de fósseis que já foram encontrados durante os 150 anos que já se passaram desde que Darwin publicou o seu livro “A Origem das Espécies – A Preservação das Raças Favorecidas” seria de esperar que já fosse possível gerar confiadamente um gráfico evolutivo sem reticências e sem linhas conectoras (que representam a imaginada evolução em vez da evolução baseada nas evidências).

Encontrei o vídeo que se segue ontem no Youtube, e nele vemos como Richard Dawkins explica a forma como as baleias evoluíram de um biungulado terrestre. Reparem na maneira clara como as árvores evolutivas se encontram nos dias de hoje, ausentes de reticências unificadoras, e tomem especial atenção à forma “conclusiva” que é a ligação entre as baleias e os hipopótamos!

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=o92x6AvxCFg

Modificado a partir do original: http://bit.ly/SZn7Li
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De que forma é que o celacanto refuta a interpretação evolucionista do registo fóssil?

E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente
Génesis 1:20

CelacantoQuando um celacanto foi encontrado vivo em 1938, o mesmo foi considerado como a sensação científica do século 20. Até essa altura, o celacanto só era conhecido através dos fósseis, e, baseando-se na sua interpretação peculiar do registo fóssil, os evolucionistas erradamente pensavam que os mesmos haviam-se extinguido há “60 ou 70 milhões de anos” atrás.

Todos os celacantos – vivos ou fósseis – são membros dum grupo de peixes chamados de Crossopterigianos, e é este grupo de peixes que os evolucionistas pensam que evoluíu para anfíbios e posteriormente para os vertebrados – incluindo os seres humanos.

Antes da descoberta dum celacanto vivo, os evolucionistas acreditavam que os seus órgãos internos teriam um estrutura “em evolução” – de peixes normais para anfíbios – mas o que a ciência apurou, para desespero dos evolucionistas, é que as partes mais macias dos celacantos (aquelas que dificilmente fossilizam) não exibiam qualquer tipo de evidência dele estar em evolução e adaptação para a vida na terra.

Impelidos pelas observações científicas, os evolucionistas foram mais uma vez forçados a mudar a sua história e este passou a ser um dos melhores exemplos da falta de rigor científico da interpretação evolucionista das camadas fósseis.

Celacanto_CientistaUma vez destruída a expectativa evolucionista do celacanto ser um “fóssil transicional”, os evolucionistas buscaram outro tipo de peixe que se ajustasse à sua cientificamente inválida crença de que um peixe qualquer evoluiu para um animal que vivia tanto na água como em terra – os anfíbios. Sem qualquer tipo de evidência que os fizesse tomar mais esta decisão, os evolucionistas decidiram que outro membro do grupo dos Crossopterigianos – os rhipidistianos – podem ter evoluído para um anfíbio. Talvez.

O que foi que levou os evolucionistas a decidir que os peixes rhipidistianos podem ter evoluído para anfíbios? A ideia desenvolveu-se dos seus estudos em torno das semelhanças entre os esqueletos dos rhipidistianos e os esqueletos dos animais que eles pensam que eram os “anfíbios ancestrais”. No entanto, após uma análise mais apurada, verificamos logo que os anfíbios e os rhipidistianos são totalmente distintos.

Usando a interpretação evolucionista do registo fóssil, que é disputada por alguns outros evolucionistas, o celacanto é o mesmo peixe que supostamente era há “milhões e milhões de anos atrás”. Mas se assim é, como é que se explica que a sua estrutura interna – geneticamente e morfologicamente – tenha permanecido virtualmente intacta durante os mitológicos “milhões e milhões de anos” ao mesmo tempo que o seu “primo” rhipidistiano supostamente estava a evoluir o impensável número de características necessárias para eventualmente se transformar num humano?

Conclusão:

As evidências extraídas após análise da estrutura dos celacantos estão claramente em harmonia com a criação Bíblica visto que elas demonstram que o ADN – o código genético rico em informação – permaneceu estável durante o tempo. Dito de outra forma, o celacanto reproduziu-se segundo o seu tipo – exactamente o que Génesis disse que iria acontecer – e não sofreu nenhum tipo de mutação impossível que o transformasse num anfíbio.

Pode-se afirmar que o celacanto é o canto do cisne do evolucionismo ao demonstrar que 1) a interpretação evolucionista dos fósseis não tem bases científicas e que 2) a evolução em si só existe na mente dos evolucionistas (e não nos dados disponíveis) porque não é possível racionalmente acreditar que dois animais do mesmo grupo a viver lado a lado no mesmo ecossistema se tenham modificado da forma tão distinta como os evolucionistas pensam que se modificaram.

A teoria da evolução é uma teoria religiosa e não uma teoria científica. Os evolucionistas são livres de ter a sua fé, mas não são livres de a qualificar de “ciência”.

E Deus criou as grandes baleias e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram, conforme as suas espécies; e toda a ave de asas, conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
Génesis 1:21

Modificado a partir do original: http://bit.ly/1ledrIA
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